PM de Arapongas faz alerta contra casos de estelionato
O aumento na circulação de pessoas e dinheiro nas ruas de Arapongas não aumenta apenas o risco de furtos e assaltos, mas também de estelionatos. De acordo com o comandante da 7ª Companhia Independente de Arapongas, major José Luiz de Oliveira, esse tipo de ocorrência não é fácil de mensurar, uma vez que muitas pessoas se sentem envergonhadas em assumir que caíram em um golpe e não registram boletim de ocorrência.
Na contramão da estatística, uma mulher de 85 anos, procurou a polícia na manhã de anteontem, após cair no golpe conhecido como saidinha de banco. De acordo com a polícia, a vítima saiu de uma agência bancária quando foi abordada por um homem bem vestido dizendo ser gerente do banco. Ele convenceu a idosa que necessitava colher a assinatura para a liberação de mais uma quantia em dinheiro. O homem pediu para contar o valor que a vítima tinha acabado de sacar e se evadiu tomando rumo ignorado.
“Situações como essas são comuns no final do ano e, por isso, é necessário redobrar os cuidados”, destaca. Ele explica ainda que os estelionatários visam mair as pessoas idosas devido a facilidade de ludibriar a vítima. O major ressalta ainda que os golpistas são na maioria das vezes pessoas bem vestidas e articuladas para falar. “As pessoas têm que tomar cuidado com gente que se aproxima querendo ajudar e falando muito. Desconfie de todo mundo”, aconselha.
Outra dica valiosa é evitar circular com grande quantidade de dinheiro e não manuseá-lo em locais públicos. “O bandido busca quem tem algo para oferecer. Se a vítima em potencial não estiver com dinheiro, o bandido irá desistir da ação”, explica.
Desconfiar também é uma boa forma de se prevenir dos bandidos. De modo geral, a maioria dos golpes envolve algum tipo de vantagem à vítima. Caso, por exemplo, do golpe do bilhete premiado. Nesse caso, o golpista finge que ganhou na loteria e vende o bilhete falso para a vítima.
TELEFONE
Os golpes telefônicos também fazem um grande número de vítimas. O major conta que até sua mãe recebeu recentemente uma ligação de alguém dizendo ser um sobrinho que necessitava de ajuda financeira. Por sorte, o sobrinho já era falecido. “Os bandidos são audaciosos e não medem esforços para fazer uma vítima. No caso da minha mãe, o golpista não imaginava que o sobrinho já havia morrido”, finaliza o major. O estelionato é crime previsto no Código Penal (artigo 171), com pena de prisão de até cinco anos.
