Arapongas quer melhorar educação infantil em 2014
A secretária de Educação de Arapongas, Elizabeth Humai de Toledo, e o prefeito padre Antonio José Beffa anunciaram na manhã de ontem algumas mudanças que serão feitas no setor da educação a partir do ano que vem.
Muita coisa será feita em 2014, como a ampliação do número de educadores, com a contratação de cem novos profissionais através de concurso público e licitação para estágio. Aumento também do número de vagas nos centros educacionais infantis (CMEIS) em até 30%, implantação da hora atividade para os professores, além da criação de um plano de carreira e ainda a abertura de licitação para a aquisição de material didático e cursos para os educadores.
Os horários de atendimentos nos centros de educação infantil também passarão por alterações e iniciarão as atividades a partir das 7h30 da manhã. Hoje os trabalhos começam às 6 horas. A secretária explica que a maioria das crianças começa a chegar após as sete e meia. Mas, se alguns pais precisarem deixar seus filhos antes do horário proposto poderão fazê-lo, desde que comprovem que necessitem de um horário especial.
Um pedido que há muito tempo os pais dos alunos de centros educacionais faziam era a abertura das creches no período de férias. A partir do ano que vem, quatro centros espalhados pela cidade receberão alunos no mês de janeiro. Os pais que quiserem utilizar as creches nesta época do ano terão que comprovar que estão trabalhando. “Nem todas as famílias têm com quem deixar os filhos na época de férias, mas é muito importante lembrar dos laços afetivos e, por isso, só receberemos as crianças que realmente não podem estar com os pais. Pais que estiverem de folga indicamos que passem o tempo com seus filhos” frisou Elizabeth.
“Queremos abraçar a educação em Arapongas e para isso temos que fazer algumas mudanças e ampliações”, afirma a secretária de Educação.
Além dos projetos, a Prefeitura também tenta resolver alguns problemas, como a regularização de alguns terrenos onde estão escolas municipais. É o caso da Escola do Campinho, que de acordo com a secretária está com diversos problemas estruturais, mas que não podem ser solucionados porque o terreno não pertence à prefeitura. Ela garante que tudo já está sendo feito para a regulamentação da documentação.
CARGA HORÁRIA
Outro problema que estava se arrastando era a carga horária dos educadores. De acordo com a secretária, muitos servidores não estavam cumprindo o tempo de trabalho proposto pela Prefeitura, que era de 36 horas semanais. Com isso, no início deste ano houve uma redução nos salários, mas no próximo ano, através de concurso público, os horários serão fixados em 36 e 42 horas por semana.
Como reflexo, os salários dos educadores também terão um acréscimo de aproximadamente R$ 250.
