Postos de Arapongas serão fiscalizados pelo Procon
A falta de informações sobre o preço dos combustíveis nos postos de Arapongas deve ser alvo de fiscalização do Procon local nos próximo dias. A informação foi confirmada pelo coordenador do órgão Paulo Sérgio Camparotto, que informou a ação para tentar coibir e até multar estabelecimentos que estão deixando de cumprir o decreto 8.078/90 do Código de Defesa do Consumidor, artigo 31, que exige a apresentação de informações claras e visíveis sobre os preços praticados.
Muitos estabelecimentos têm adotado a prática na cidade, apesar de conhecerem a lei. A reportagem localizou pelo menos 5 postos com esse problema só na área central. “Sem informações, consumidores param no posto para abastecer o veículo e só então percebem que preço do combustível está mais caro. Muitos acabam pagando mais, para não evitarem o constrangimento de saírem sem abastecer”, diz.
Ele também informa que essa atitude dos donos dos postos impede que o consumidor possa escolher o estabelecimento que tenha preço mais em conta. Conforme Camparotto, o problema também vem sendo registrado no comércio em geral, que também deve ser alvo de uma fiscalização específica. “Além do trabalho que o Procon deve fazer, qualquer consumidor que se sentir prejudicado pode fazer denúncia no órgão, principalmente em relação aos preços. Todos os consumidores têm direito de ser informados sobre os valores praticados pelos estabelecimentos, inclusive se é à vista, a prazo e juros”, completa.
Em um dos postos sem identificação de preços visitados pela reportagem, a gerente confirmou que existe uma placa para informar preços aos consumidores que não tem sido utilizada. Alegando desconhecer o motivo, ela admite que os consumidores somente ficam sabendo dos valores praticados ao encostarem os veículos ao lado das bombas.
A motorista Silvana Catuzo admite que já pagou mais caro ao abastecer sua moto por falta de placas que informassem os preços. “Fiquei sem graça de sair após estacionar e ser abordada pelo frentista. Mesmo percebendo que estava mais caro, abasteci”, reclama. Para ela, a falta de informação deveria ser punida com mais rigor. “O consumidor precisa ter as informações sobre os preços bem visíveis”, acrescenta.
O motorista Dionizio Hercules também conta que já pagou mais caro pelo mesmo motivo. Para ele, a atitude dos postos é sinal de má-fé. “Isso demonstra que não têm respeito pelo consumidor”, critica.
