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TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Vítima de 'tribunal do crime' em Apucarana foi torturada, diz delegado

Homem jogado em linha férrea sobreviveu e confirmou à Polícia Civil que foi espancado em ponto de venda de drogas que já era alvo de investigações

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O homem que sobreviveu após ser espancado em um "tribunal do crime" e jogado sobre os trilhos de um trem em Apucarana, na madrugada da última quinta-feira (29), prestou depoimento às autoridades. A Polícia Civil, que prendeu dois homens e apreendeu um adolescente envolvidos no crime na sexta-feira, detalhou nesta segunda-feira (1º) mais detalhes sobre a investigação. Segundo a apuração, o local onde a tortura ocorreu, na Vila Regina, já estava no radar da polícia como um ponto de tráfico de drogas.

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-LEIA MAIS: Suspeitos de espancar homem em "tribunal do crime" são presos em Apucarana

De acordo com o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a vítima foi ouvida pelos investigadores no Hospital da Providência. Apesar da gravidade das lesões, o homem confirmou a dinâmica da agressão. "Quando a nossa equipe foi lá falar com ela, ela já estava consciente, já estava conseguindo falar", explicou o delegado. O homem relatou que foi espancado e, já inconsciente, arremessado na via férrea que passa nos fundos do bairro.


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							Vítima de 'tribunal do crime' em Apucarana foi torturada, diz delegado
AutorCaso é investigado pela Polícia Civil de Apucarana - Foto: TNOnline

A polícia descobriu que a casa utilizada para as agressões, próxima à Rua 15 de Novembro, funcionava como uma biqueira. A equipe já preparava ações contra os suspeitos antes mesmo da tentativa de homicídio. "Nós tínhamos diversas denúncias, inclusive já estávamos até elaborando informação policial pra solicitar as medidas cautelares necessárias. Então a gente tinha certeza que ali era um ponto de venda de drogas", afirmou Rodrigues.

Cena do crime lavada

Quando a Polícia Civil chegou à residência após receber os primeiros relatos do crime e um vídeo do espancamento, notou que os traficantes tentaram ocultar as provas. Mesmo assim, a perícia foi acionada e conseguiu recolher pedaços de madeira manchados.

"Lá no local, a gente já viu vários vestígios de sangue, muito sangue. Inclusive, os autores na ocasião tentaram, pelo que a gente entendeu, pela dinâmica do local ali, lavar e esconder o sangue da vítima. Lavando a calçada, lavando o local onde a vítima foi agredida, mas foi possível visualizar ainda diversos vestígios, indicando de que aquilo ali poderia ser sangue", detalhou o delegado.

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Os três suspeitos, localizados na Vila Regina e Vila Vitória Régia, confessaram informalmente que agrediram o homem como punição por supostos furtos na região. A ação foi enquadrada em dois crimes distintos e graves.

"As circunstâncias dos fatos inicialmente indicaram que primeiro eles torturaram esse indivíduo, e após deixar ele inconsciente, jogaram na linha férrea para que a composição férrea passasse em cima dele. Ou seja, caracterizando esses dois delitos, o crime de tortura, e, posteriormente, quando eles deixam o indivíduo na linha férrea para que o trem passasse sobre ele, deixando bem clara aí essa tentativa de homicídio", concluiu o chefe da 17ª SDP.

A Polícia Civil agora aguarda os laudos periciais do local e de comparação genética do sangue encontrado. A investigação também irá apurar se o grupo criminoso realizou outros "julgamentos" paralelos no endereço, situação que, segundo a autoridade policial, ainda não é possível afirmar ou descartar neste momento inicial do inquérito. A vítima permanece internada.

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