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Vestuário é responsável por 21,5% dos empregos com carteira assinada em Apucarana

Com 7,4 mil trabalhadores formais, segmento também movimenta R$ 742 milhões e reúne quase 3 mil empresas no município

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Vestuário é responsável por 21,5% dos empregos com carteira assinada em Apucarana
Autor O setor movimentou R$ 742 milhões em riqueza, valor que corresponde a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) de Apucarana - Foto: Gaby Campos / TNOnline

A indústria do vestuário é responsável por mais de um quinto dos empregos com carteira assinada em Apucarana. O setor reúne 7,4 mil trabalhadores formais, o equivalente a 21,5% de todos os empregados registrados no município, e se consolida como uma das principais forças da economia local.

-LEIA MAIS: Confira os falecimentos deste domingo (13) em Apucarana e região

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Além do impacto no mercado de trabalho, a atividade movimenta aproximadamente R$ 742 milhões em riqueza, valor que corresponde a 15% do Produto Interno Bruto (PIB) de Apucarana, estimado em R$ 4,8 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2023. Com quase três mil empresas ativas, a maioria de micro e pequeno porte, o segmento responde ainda por 54% dos empregos da indústria de transformação e sustenta cerca de dois terços da atividade industrial do município.

Para o secretário municipal da Fazenda, Rogério Ribeiro, o peso do setor vai além dos números da produção e do emprego, porque a renda gerada pela cadeia produtiva retorna para a própria economia local. Segundo ele, a massa salarial anual dos trabalhadores do vestuário se aproxima de R$ 197 milhões.

“Por ser intensiva em mão de obra, a riqueza não fica concentrada, ela vira salário, e salário vira consumo no comércio”, afirma o secretário. Ribeiro explica que o valor adicionado gerado pelas indústrias também influencia os repasses de ICMS para o município. “O setor sustenta também a nossa capacidade de investir em saúde, educação e infraestrutura. O desafio hoje não é produzir mais peças, é agregar mais valor a cada peça”, destaca.

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A força produtiva apucaranense também atua como motor econômico para todo o Vale do Ivaí. O secretário explica que o modelo produtivo funciona em rede. “Apucarana concentra o desenvolvimento do produto, o corte, a marca e a comercialização, e distribui costura e acabamento para faccionistas de municípios do entorno na região”, ressalta Ribeiro, acrescentando que esse arranjo mobiliza mais de 2,8 mil negócios diretos e indiretos e cerca de 20 mil trabalhadores no entorno.

Para o secretário de Indústria e Comércio, Neno Leiroz, a manutenção e a ampliação da liderança têxtil exigem estratégias conjuntas. Ele defende o investimento contínuo em inovação, qualificação profissional, infraestrutura e tecnologia. “Apucarana tem uma vocação muito clara para o vestuário e temos que trabalhar para fortalecer cada vez mais essa identidade. O objetivo é criar condições para que as empresas possam crescer, inovar, aumentar sua produtividade e conquistar novos mercados”, analisa.

Leiroz salienta a importância de proteger o histórico construído pela Capital do Boné nas últimas décadas. “Temos uma história muito forte, mão de obra especializada e uma cadeia completa. Isso é um patrimônio econômico do município que precisa ser valorizado e desenvolvido”, conclui.

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Fábrica investe em bem-estar do trabalhador

Com cerca de 170 colaboradores, a fabricante de bonés, bolsas e camisetas gerida pelo empresário Marcelo Gabardo busca consolidar um ambiente profissional saudável e seguro para valorizar a equipe e reter talentos. A estrutura conta com suporte do setor de Recursos Humanos e prioriza o respeito mútuo no ambiente produtivo.

As iniciativas visam elevar a qualidade de vida interna e manter os profissionais qualificados na empresa. “Procuramos desenvolver diversas iniciativas que contribuam positivamente para o ambiente de trabalho e para a convivência dentro da empresa. Prezamos muito pelo respeito entre as pessoas, independentemente da função ou posição que ocupem dentro da empresa. Acreditamos que essas práticas contribuem para a qualidade de vida e para a satisfação dos nossos colaboradores”, ressalta Gabardo.

Sivale fica em inovação tecnológica

A presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), Elizabete Ardigo, ressalta que o principal desafio do setor atualmente é aumentar a produtividade e a competitividade. Segundo ela, as empresas locais enfrentam gargalos crônicos, como a escassez de mão de obra qualificada, os altos custos de produção, a necessidade de atualização tecnológica e a concorrência direta com as importações.

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Para reverter esse cenário, o sindicato atua para aproximar os empresários de inovações, por meio de parcerias com o Sistema Fiep, o Sebrae e o Arranjo Produtivo Local (APL). O cronograma do Sivale engloba cursos, palestras, rodadas de negócios nacionais e internacionais e missões em feiras. No início deste mês, por exemplo, o polo recebeu a missão internacional “Conecta Mundo Itália”. “Nosso objetivo é preparar as empresas para crescer, produzir com eficiência e gerar empregos de qualidade, fortalecendo Apucarana cada vez mais como um grande polo do vestuário no Brasil”, pontua a presidente.


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