Vereador Moisés Tavares avalia sessão da Câmara e explica voto em projetos polêmicos
Sessão com mais de 30 matérias se estendeu por mais de quatro horas; aluguel social e transparência na gestão pública dominaram os debates
A Câmara Municipal de Apucarana realizou, na noite desta segunda-feira (22), uma das sessões mais longas da atual legislatura. Com mais de 30 matérias em pauta, os trabalhos se estenderam além das 22 horas e tiveram como principais temas o projeto de compliance enviado pela Prefeitura e a proposta de aluguel social, que acabou rejeitada.
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Após intenso debate, a base governista optou por derrubar o substitutivo apresentado ao projeto de compliance e aprovar o texto original encaminhado pelo Executivo. A proposta institui mecanismos de conformidade e controle voltados à ampliação da transparência e da responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Segundo o vereador Moisés Tavares (Progressistas), a versão original oferece maior segurança jurídica e preserva a prerrogativa da administração municipal na implantação da política. “O substitutivo colocava algumas deliberações de forma engessada. Entendemos que o texto original faz mais sentido e dá mais segurança para a atual administração, que é protagonista desse projeto”, afirmou.
Para o parlamentar, a iniciativa representa um avanço na fiscalização dos recursos públicos. “Está sendo apresentado pela atual administração. Então, além do mérito, toda a responsabilidade fica com ela. Isso vai trazer mais transparência e responsabilidade com o dinheiro público, que pertence ao cidadão apucaranense”, acrescentou.

Outro tema que movimentou o plenário foi o projeto de aluguel social, rejeitado pela maioria dos vereadores. Apesar de se declarar favorável à política pública, Moisés Tavares argumentou que a medida exige planejamento e alinhamento prévio com os órgãos responsáveis pela assistência social.
“Sou totalmente favorável ao aluguel social, mas existem critérios. Uma vez aprovado, no dia seguinte poderíamos ter uma grande demanda de pessoas procurando esse direito. O Conselho Municipal de Assistência Social e a secretaria responsável precisam estar preparados para isso”, explicou.
Segundo ele, projetos dessa natureza precisam ser construídos em conjunto com o Executivo para garantir a viabilidade da execução. “Nem sempre agradar é a melhor decisão”
Em seu segundo mandato, Moisés também afirmou que o papel do vereador exige responsabilidade e, por vezes, decisões impopulares.
“Às vezes votamos favoravelmente esperando aplausos, quando, na verdade, aquilo não vai mudar a vida das pessoas. Ter a tranquilidade de reprovar significa, muitas vezes, ser questionado, mas mantendo a coerência de que estamos aqui para fiscalizar, legislar e agir com responsabilidade”, concluiu.
