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Veículos elétricos são desafio para o trânsito na região de Apucarana

Municípios buscam alternativas legais para disciplinar a circulação de autopropelidos e garantir a segurança viária

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Veículos elétricos são desafio para o trânsito na região de Apucarana
Autor Arapongas é o primeiro município da região a criar uma lei para regulamentara circulação de autopropelidos - Foto: reprodução/Prefeitura de Arapongas

O avanço do número de veículos elétricos, como patinetes, bicicletas e ciclomotores, se tornou um desafio para o trânsito na região de Apucarana, no norte do Paraná. Os chamados autopropelidos têm ganhado popularidade por serem uma alternativa para garantir agilidade nos deslocamentos diários e, sobretudo, por não exigirem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Contudo, isso tem gerado conflitos no uso do espaço viário, além de preocupação em relação à segurança no trânsito.

- LEIA MAIS: Ivaiporã inicia discussão sobre regras para bicicletas elétricas, patinetes e ciclomotores

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Pesquisa Anual de Comércio Varejista 2026, feita pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), indicou um crescimento de 3.637% no total de veículos do tipo entre 2016 e 2024, com cerca de 300 mil unidades atualmente em circulação em todo o país. Em Apucarana, o aumento da presença desses veículos motivou um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de Vereadores. Entre as principais medidas previstas, está a exigência de idade mínima de 16 anos para a condução, além de restrições específicas para o tráfego na região central do município.

Na opinião do secretário de Segurança Pública, Transporte e Mobilidade Urbana (Segtran), Almir Freitas, as regras são necessárias, sobretudo para promover segurança aos usuários. "Há necessidade de regulamentar, tendo em vista que envolve vidas a serem preservadas. Outras cidades também estão criando normas e regulamentos para que os usuários possam ser fiscalizados para que, de certa forma, seja colocada disciplina no trânsito, tendo em vista que irão dividir vias urbanas de tráfego intenso”, analisa.

Por outro lado, o secretário pontua que a ausência de placas pode dificultar a fiscalização. “As pessoas que utilizam esse tipo de veículo têm que ter em mente que existem outros veículos que utilizam a mesma via, além dos pedestres, que precisam ser respeitados. O foco principal é sempre preservar vidas, bem como garantir a segurança de todos os usuários das vias”, salienta.

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Além de Apucarana, outros municípios do Vale do Ivaí também iniciaram discussões para criar regras para esse meio de transporte. Leia o box.

Pioneira na região, Arapongas registrou 47 notificações até o momento

Arapongas é o primeiro município da região a criar uma lei para regulamentara circulação de autopropelidos. A Secretaria de Segurança Pública e Trânsito informou que desde novembro do ano passado, quando a lei entrou em vigor, foram realizadas 47 notificações, sem registrar reincidências, o que geraria multa. Mais de mil pessoas receberam orientação em campanhas educativas.

A lei exige idade mínima de 16 anos e o uso obrigatório de capacete. De acordo com o secretário Paulo Argati, o comportamento dos condutores nas vias municipais já mudou de forma positiva. "A primeira abordagem é uma notificação, então a gente faz o registro, cria um banco de dados. No segundo momento é feita a notificação", explica. Argati aponta que antes as pessoas avançavam o sinal e andavam na contramão. "É uma cultura que vem mudando dia após dia", afirma.

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Vale do Ivaí debate regras para elétricos

Municípios do Vale do Ivaí iniciaram a mobilização para regulamentar o uso de veículos autopropelidos. Em Ivaiporã, a Câmara Municipal realizou uma audiência pública na última semana para debater a fiscalização, prevenção de acidentes e educação no trânsito, motivada pelo aumento desse tipo de transporte nas ruas.

Em Faxinal, o Legislativo estuda a viabilidade jurídica de uma proposta. O presidente da Câmara, Fernando Decarle de Campos, informou que um projeto de lei deve ser apresentado para normatizar a circulação.

“A gente está estudando algumas coisas com o jurídico para ver essa questão da inconstitucionalidade, daquilo que pode e o que não pode, mas a tendência é que a gente crie, sim, um projeto de lei”, declarou o vereador.

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O parlamentar chegou a alertar a população nas redes sociais sobre o risco de motos elétricas conduzidas por menores de idade devido à velocidade e ausência de ruído. “Olha, eu entendo que o maior risco é a condução de crianças e adolescentes sem qualquer uso de equipamentos de segurança”, pontuou Decarle, defendendo que os pais avaliem os locais de uso antes da compra do veículo.



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