Tragédia na Venezuela preocupa comunidade em Apucarana
Imigrantes monitoram situação no país após tremores; número de vítimas chega a 188

Venezuelanos que vivem em Apucarana, norte do Paraná, estão preocupados com a tragédia em seu país natal causada por dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Prédios e casas desabaram na capital Caracas e em outras cidades. Os tremores foram sentidos até em municípios do norte do Brasil.
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A venezuelana Nathalia Nadeska Sandoval Chirinos, de 42 anos, mora em Apucarana há seis anos e tem familiares em Caracas e na cidade de Maracaibo, no estado de Zulia. Ela relatou que, na capital venezuelana, os estragos foram grandes. Apesar da proximidade com os locais atingidos, seus parentes não ficaram feridos. "Minha família está bem, graças a Deus. Onde eles estão só tem fissuras nas paredes, nada que não possam consertar, mas perto deles aconteceu um desastre", afirma Nathalia.
No estado de La Guaira, localizado no litoral, houve registro de alterações no nível do mar e emissão de alerta de tsunami e o Aeroporto Internacional de Maiquetía sofreu danos estruturais. Segundo a imigrante, o país não possui protocolos estabelecidos para o enfrentamento de desastres naturais.
A apreensão é compartilhada por outros membros da comunidade venezuelana no município. Sulay Romero também acompanha as notícias e relata alívio pela segurança de sua família, que reside majoritariamente na região leste do país, área menos afetada. "Foi mais forte no oeste da Venezuela. Não foi tão forte na parte leste, e a maior parte da minha família mora no leste", destaca Sulay.
"Todos nós venezuelanos aqui em Apucarana temos rezado pelo nosso país que, além de estar passando por uma economia ruim, com tantas dificuldades, agora tem que lidar com isso também", acrescenta.

Número de mortos sobe para 188
O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu nesta quinta-feira (25) para 188 pessoas, segundo o último balanço do governo venezuelano. O documento também afirma que há 1.520 feridos e 200 pessoas presas em escombros.
Na noite de quarta-feira (24), os dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país. Os abalos ocorreram em um intervalo inferior a um minuto e com uma distância de cinco quilômetros entre eles. O epicentro foi registrado na cidade de El Guayabo, a 168 quilômetros da capital. Os sismos foram os de maior magnitude no país em mais de 100 anos.
O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, comunicou que o balanço é provisório e contabiliza 250 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para a busca de parentes e conhecidos já registram mais de 24 mil desaparecidos, enquanto imagens de edifícios desabados circulam pelas redes sociais. Vários países, entre eles Estados Unidos e Brasil, anunciaram o envio de equipes para auxiliar nas buscas.
