Temporal destrói carro e deixa família de criança com epilepsia sem transporte para emergências
Árvore danificou o único veículo usado para socorrer a criança, que sofre com o quadro grave da doença; veja
TNOnline TV
O forte temporal que atingiu Apucarana na última segunda-feira (21) deixou um rastro de destruição e um cenário de urgência para a família de Sônia José Gomes Gouveia, de 47 anos. Moradora do Jardim Marissol, ela teve o carro da família completamente destruído após uma árvore de grande porte cair sobre o veículo e enfrenta um drama pessoal após o evento climático. Segundo ela, o automóvel era a única forma de locomoção de sua neta, Hadassa, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível três e sofre com crises graves de epilepsia.
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Além do veículo, que teve perda total, a ventania e a chuva causaram destelhamento na residência, molharam mantimentos básicos, como as fraldas geriátricas usadas pela menina, e quebraram a cadeira de rodas adaptada de Hadassa. Sem o carro e a cadeira, a família está ilhada e sem meios para buscar atendimento médico emergencial.
"Eu pedi ajuda porque a gente tem uma criança especial. A Hadassa tem crise de epilepsia grave e é uma criança de difícil controle. A gente sabe que a cidade está em pânico, em estado de calamidade. A gente sente a dor de cada família que está passando por isso, mas eu também sinto a dor do que a gente está passando aqui", desabafou Sônia.
A avó explicou a dependência estrutural que a família tem do automóvel atingido pela queda da árvore. As idas a hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e até consultas no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, são frequentes. Outros dois irmãos da menina também tem o transtorno do espectro autista.
"O carro deu perda total, a árvore caiu. É a condução que a minha filha usa para estar se locomovendo, porque ela depende da crise que dá, precisa sair correndo para pronto-socorro, para UPA, para tomar injeção, ir para a escola, ir atrás de medicação. Tudo ela depende do carro, porque a Hadassa não anda direito, ela tem limites", detalhou a moradora.

Durante a tempestade de segunda-feira, apesar do grande susto e dos danos materiais, ninguém da família se feriu. No entanto, o problema está longe de acabar. O quintal da residência possui outras árvores grandes, incluindo um pé de manga e um abacateiro que, segundo a moradora, cedeu com a força dos ventos e ameaça cair sobre a casa caso um novo temporal atinja a região.
Sônia apela ao poder público municipal para a remoção das árvores em risco, evitando uma tragédia maior. "O abacateiro deu uma cedida. Então a gente tem medo de cair em cima da casa e o estrago ser maior ainda. Como que a gente vai fazer com essas crianças e essa árvore com risco de cair? A gente precisava desse apoio da prefeitura, se eles pudessem vir socorrer a gente. O medo é essa árvore ceder."
A avô, a mãe da criança Kauane dos Santos e a filha residem na Rua Rafael Sorpile, número 54 (pelo registro antigo, segundo a moradora), no bairro Jardim Marissol, próximo à região de mata que faz divisa com a represa do Schimidt. Interessados em auxiliar Sônia e Hadassa com a reposição da cadeira de rodas, fraldas ou materiais de construção para o telhado podem procurá-los diretamente no endereço. A família também aceita ajuda pelo PIX, na chave 03065369940, no nome de Sônia.

