Tempestade destrói granja em Apucarana e faz produtor abandonar atividade
Estrutura foi arrancada pelo vento, provocando a morte de 20 mil aves por frio

Uma propriedade avícola localizada na Vila Reis, nas proximidades do Rancho Farias, em Apucarana, ficou destruída após a tempestade na noite desta segunda-feira (21), deixando um prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão. O vendaval demoliu estruturas e provocou a morte de 20 mil frangos de corte.
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Diante da gravidade dos estragos e da insuficiência da cobertura do seguro para reconstruir o local, Edivan Lourenço, proprietário do granja, confirmou que encerrará definitivamente as atividades de avicultura. "Hoje, com o dinheiro do seguro, eu não consigo fazer de novo. Não tem como fazer de novo. Então, eu vou parar com a atividade. Não tenho condição, não vou mais mexer com isso aí".
A propriedade contava com dois barracões integrados e abrigava 35 mil aves no momento do temporal. A granja principal, onde ficavam 20 mil frangos de 18 dias de vida, teve perda total após ter toda a cobertura arrancada. "Arrancou a cobertura toda e os frangos morreram de frio e chuva. Estavam com 18 dias, ainda no processo de aquecimento", afirmou
No segundo barracão, que abrigava 15 mil animais, o destelhamento foi parcial e permitiu que a equipe da cooperativa resgatasse o lote sem registrar mortes.

O impacto da tempestade também provocou o desaparecimento completo da usina de energia solar do local, um investimento que gerava cerca de R$ 10 mil mensais em eletricidade. "Arrancou a cobertura toda, limpou tudo. A energia solar que custou uns R$ 300 mil para colocar, sumiu toda. As placas foram jogadas para o pasto e para os vizinhos."
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O produtor relatou que não tentará reconstruir o espaço, pois os custos superam em muito o valor que será ressarcido pela seguradora, que já foi acionada para realizar a vistoria técnica.
Alívio
Apesar do forte impacto financeiro, o avicultor destacou que o maior alívio foi a preservação da integridade física do seu funcionário. O granjeiro costuma cumprir expediente no interior das estruturas, mas estava fora dos barracões quando o temporal atingiu o local. "Se o meu granjeiro estivesse dentro da granja, teria morrido. Tinha canos, comedouro e bebedouro automático. Se enroscasse nele, ia matar. Aí o prejuízo ia ser grande, uma vida não vale dinheiro nenhum", afirmou.
