Tempestade deixa prejuízo nas lavouras e estufas na zona rural de Apucarana
Temporal destruiu plantios, estruturas de cultivo e deixou agricultores sem perspectiva de colheita imediata

O forte temporal que atingiu Apucarana na noite da última segunda-feira (21) provocou prejuízos aos produtores rurais da região. Agricultores e familiares que dependem do cultivo diário viram estufas, lavouras e estruturas inteiras irem ao chão, e relatam a dificuldade neste momento.
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Para a agricultora Solange Suzuki, que atua no cultivo de banana, tomate e folhosas há sete anos ao lado do marido, o impacto foi avassalador. Trabalhando tanto no campo aberto quanto na prática de estufas, a produtora viu quase toda a sua estrutura ser desfeita pela força do vento.
O plantio de bananas em campo aberto foi totalmente destruído. Da estrutura de estufas da propriedade, apenas duas permaneceram de pé. A produtora relata que a estimativa inicial aponta para um prejuízo financeiro que chega a R$ 200 mil. "É devastador, estamos sem chão, correndo para ver o que podemos recuperar", disse Solange.
Além do impacto imediato, as consequências se estenderão pelos próximos meses. Sem a produção de banana, a produtora projeta ficar um ano inteiro sem colheita do fruto, enquanto as demais culturas levarão cerca de seis meses para voltar a gerar resultados. De acordo com Solange, o seguro agrícola não cobrirá a totalidade dos custos e danos sofridos. “Diferente de grandes conglomerados agrícolas, o pequeno produtor opera com margens de lucro muito estreitas e, frequentemente, sem grandes reservas financeiras ou seguros agrícolas robustos. Quando uma tempestade destrói uma lavoura, o prejuízo vai muito além da perda imediata da colheita”, diz.
Apesar do golpe, o recomeço é a única saída visível. "Não temos muitas opções, temos que continuar para nos reerguer aos poucos", pontuou a agricultora.
A situação não foi diferente para a produtora Odete de Paula Silva, que atua há oito anos na cultura de tomates e hortaliças com o apoio da família. A tempestade também levou todo seu cultivo dividido entre campo e estufa.
Além da destruição completa das áreas de plantio, a força dos ventos destelhou a residência da família. Odete calcula que os prejuízos cheguem a R$ 250 mil ou mais. "Tivemos muitos prejuízos, foi tudo atingido, é muito triste!".
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Panorama municipal
A Copel informou que o temporal deixou mais de 20 mil imóveis sem energia elétrica. A prefeitura concentrou a distribuição de lonas no Pátio de Máquinas para o atendimento emergencial às famílias afetadas.
Segundo a administração municipal, mais de 3 mil famílias já foram atendidas. Devido ao volume da demanda, o estoque de lonas da Defesa Civil regional zerou, demandando envio de suprimentos por municípios vizinhos, como Londrina, Arapongas, Cambé, Rolândia, Mandaguari e Cambira.
Mais de 80 equipes da Copel e forças de segurança atuam no restabelecimento dos serviços essenciais e na remoção de escombros na cidade.










