Suspeito de matar e carbonizar homem em Apucarana é preso e confessa o crime; veja
Vítima foi morta por dívida de R$ 1,5 mil com o tráfico de drogas e teve o carro roubado; polícia investiga latrocínio e busca segundo envolvido
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR), por meio da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, prendeu na quarta-feira (5), em Arapongas o homem suspeito de matar Valdecir Peres, de 59 anos. O corpo da vítima havia sido localizado no dia 29 de junho em uma área rural no Jardim Belvedere, em Apucarana, parcialmente carbonizado e com uma das pernas amputadas. O investigado confessou a autoria do crime, motivado por uma cobrança de drogas.
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O trabalho policial alterou a linha principal de investigação de homicídio para latrocínio (roubo seguido de morte), visto que o carro da vítima foi roubado para quitação do débito.
"Nós trabalhamos inicialmente com a hipótese de homicídio. No entanto, agora, sabendo que o veículo da vítima foi subtraído, é muito mais factível que o que aconteceu de fato tenha sido um crime de latrocínio", explicou o delegado adjunto da 17ª SDP, André Garcia.A identificação de Valdecir Peres demandou suporte do Instituto de Identificação do Paraná e do Instituto Médico-Legal (IML). Os laudos da necropsia comprovaram atos de violência anteriores ao óbito.

"Tomamos conhecimento, a partir do exame de necropsia, que aquele senhor foi brutalmente torturado antes de ser morto. Iniciamos as investigações já naquela data. Tomamos conhecimento de que esse senhor, em que pese não ter passagens pela polícia e não ter nenhuma condenação criminal, tinha um problema com a dependência química. No curso das investigações, apuramos que ele acabou contraindo uma dívida com um traficante aqui na cidade e acabou sendo morto por conta dessa dívida", informou o delegado.
A prisão temporária foi decretada pela 2ª Vara Criminal de Apucarana após manifestação favorável do Ministério Público. O investigado foi encontrado escondido na casa de familiares em Arapongas e transferido para a delegacia de Apucarana.
Em depoimento prestado à equipe policial, o preso forneceu detalhes sobre a cobrança. "Nos disse que, de fato, vendia e fornecia drogas à vítima, e essa vítima teria ficado devendo um certo valor a ele. Esse valor foi sendo acrescido por juros e chegou ao montante de R$ 1.500. Por esse valor, ele acabou sendo morto. Mas não morreu necessariamente por uma vingança; ele morreu porque a vítima tinha um carro e eles acabaram pegando esse carro para saldar essa suposta dívida", destacou Garcia.
Apesar da declaração do acusado de ter agido isoladamente, as diligências da 17ª SDP continuam para identificar outros envolvidos na ação criminosa.
"Ele não declinou o nome de nenhum outro comparsa, disse que agiu sozinho, mas nós temos razões para acreditar que havia pelo menos uma outra pessoa junto dele naquele momento do crime. Ou seja, trabalhamos com a hipótese de um coautor. As investigações seguem no sentido de esclarecermos os fatos de forma holística, sem deixar margens de dúvida", concluiu André Garcia.
