Servidoras de serviços gerais fazem protesto contra extinção de cargo em Apucarana
Funcionárias cobram piso salarial e cartão vale-alimentação; prefeitura diz que categoria tem direitos garantidos e nega prejuízos à carreira

Um protesto realizado por servidoras municipais, que trabalham com limpeza e como cozinheiras em escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) de Apucarana, foi realizado na manhã do último sábado (13) em frente à Prefeitura. Elas reclamam de prejuízos a carreira e cobram os mesmos benefícios pagos a terceirizados. A administração garante que direitos estão sendo respeitados. Veja nota da Prefeitura abaixo
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Segundo as manifestantes, o ato teve o objetivo de reivindicar o piso salarial da categoria, de R$ 2,1 mil, e protestar contra a extinção do cargo público que ocupam, haja visto que atualmente outros funcionários que fazem o mesmo serviço são contratados por empresas terceirizadas.
Ainda de acordo com as servidoras, diferente dos trabalhadores que atuam pelas empresas terceirizadas, elas não recebem cartão vale-alimentação de R$ 900, entre outros benefícios. Além delas, também estiveram presentes representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná.
Outro lado
À reportagem, a Prefeitura de Apucarana informou que "não existe nenhum direito sendo descumprido ou desrespeitado pela administração municipal em relação às auxiliares de serviços gerais".
Segundo o município, nenhuma das servidoras que participaram da manifestação recebe menos de R$ 2.190,30, além de contar com os demais direitos da carreira, como licença-prêmio, licença por merecimento, décimo terceiro salário, adicional por tempo de serviço, avanços e progressões.
A Prefeitura também ressaltou que a atual gestão colocou em dia todas as elevações, progressões e promoções, e mantém o pagamento do INSS patronal em dia.
Confira a nota do município na íntegra:
"A Prefeitura de Apucarana informou que não existe nenhum direito sendo descumprido ou desrespeitado pela administração municipal em relação às auxiliares de serviços gerais.
Pelo contrário, o prefeito Rodolfo Mota colocou em dia todas as elevações, progressões e promoções, mantém o pagamento do INSS patronal em dia, o que não era feito em relação aos servidores da educação há dez anos.
Além disso, com o objetivo de garantir uma remuneração mais adequada aos servidores, foi instituído o salário mínimo municipal. Atualmente, nenhuma auxiliar de serviços gerais, inclusive as que participaram da manifestação, recebe menos de R$ 2.190,30, além de contar com os demais direitos da carreira, como licença-prêmio, licença por merecimento, décimo terceiro salário, adicional por tempo de serviço, avanços e progressões.
Assim sendo, considerando que os direitos trabalhistas da categoria avançaram e estão sendo respeitados, a administração municipal lamenta que poucas pessoas tenham sido usadas para criar pauta política e desinformação nessa manhã.
Por fim, a Prefeitura reafirma seu compromisso com a valorização dos servidores, a responsabilidade na gestão dos recursos públicos e o diálogo permanente com todas as categorias, desde que esse diálogo seja conduzido de forma respeitosa e institucional."
