Saiba como carregar o celular com segurança após acidente grave em Apucarana
Morador de Apucarana sofreu queimaduras severas na noite de segunda-feira e foi transferido para Londrina devido à gravidade

O grave acidente registrado na noite de segunda-feira (17), em Apucarana, que deixou um morador com mais de 70% do corpo queimado, acende um alerta sobre os perigos de utilizar o celular enquanto ele está conectado à tomada. Especialistas advertem que esse hábito, comum na rotina da maioria das pessoas, pode resultar em choques elétricos, explosões e incêndios de grandes proporções dentro de casa.
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O perigo do superaquecimento
A principal causa desses incidentes está diretamente ligada ao comportamento das baterias de lítio, componentes altamente sensíveis ao calor. Quando o aparelho é utilizado enquanto recebe carga, o processador trabalha sob estresse, elevando rapidamente a temperatura interna.
Esse risco é potencializado em cidades com clima naturalmente quente ou quando o dispositivo é deixado sobre superfícies inflamáveis e que retêm calor, como camas, travesseiros e sofás. Nesses cenários, a falta de dissipação térmica pode fazer com que a bateria inche, entre em combustão ou até mesmo exploda.
Medidas de prevenção e segurança
Para garantir a proteção dos usuários, a regra de ouro é a prevenção estrutural e de hábitos. O uso exclusivo de cabos e carregadores originais, que possuam o selo de certificação do Inmetro, é indispensável. Essas peças são projetadas com rigorosos padrões de qualidade para suportar as características elétricas exatas de cada produto.
A inspeção constante dos equipamentos também é necessária. Especialistas recomendam descartar imediatamente cabos quebrados ou com fios expostos e evitar a todo custo o uso de adaptadores e extensões (os populares "benjamins" ou "Ts"), que aumentam consideravelmente o risco de sobrecarga na rede elétrica da residência. Outro cuidado preventivo é realizar manutenções apenas em assistências técnicas certificadas, já que quedas constantes do aparelho podem comprometer a estrutura interna da bateria de forma imperceptível a olho nu.
O ambiente e as condições de uso exigem o mesmo nível de rigor. A umidade é uma inimiga perigosa da eletricidade: manusear o telefone com o corpo molhado ou em cômodos como o banheiro facilita a condução de energia, abrindo margem para curtos-circuitos e choques que podem ser fatais.
Durante tempestades com chuvas fortes, a orientação de segurança é desconectar os aparelhos da tomada imediatamente, para evitar que descargas atmosféricas e raios atinjam a rede elétrica. Por fim, uma das práticas consideradas mais arriscadas e que deve ser evitada é o uso de fones de ouvido com fio enquanto o celular carrega, pois a corrente elétrica pode viajar diretamente pelo cabo até o corpo do usuário em caso de uma pane elétrica.
O caso de Apucarana
A urgência de adotar essas recomendações reflete o drama vivido na Rua Manoel Bernardo dos Reis. O morador utilizava o celular conectado ao carregador quando um princípio de incêndio começou em seu quarto, concentrando-se rapidamente na cama.
A tragédia só não foi maior graças à ação heroica de um vizinho, o segurança Francisco Marcílio Batista. Ao perceber as chamas pela janela e ouvir os gritos de socorro, ele utilizou uma mangueira de jardim para fazer a contenção do fogo antes que o incêndio atingisse o forro de madeira da casa.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e confirmou que a intervenção rápida evitou o pior. Apesar do resgate imediato e sem intoxicação por fumaça, a vítima sofreu graves queimaduras de segundo grau no tórax e nos membros superiores.
O homem recebeu os primeiros socorros de uma equipe avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi transferido do Hospital da Providência para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) de Londrina.
