Rotatória na Avenida Minas Gerais é alvo de reclamações após morte de jovem em Apucarana
Falta de sinalização e iluminação e pintura irregular na pista são os principais alvos de críticas; motoristas marcam protesto para o local às 14h30
A morte de Ronald Adrian Martins, de 20 anos, em um grave acidente de motocicleta na noite de terça-feira (6), gerou críticas sobre as condições de segurança na nova rotatória da Avenida Minas Gerais, trecho urbano da BR-376, na saída para Curitiba, em Apucarana. O local, que ainda está em obras nas proximidades dos núcleos Adriano Correia e Michel Soni, registrou dois acidentes no mesmo dia — horas antes, um veículo capotou no mesmo ponto. A falta de iluminação e a sinalização precária são os principais alvos de reclamação de moradores, motoristas e autoridades locais. Um protesto foi marcado para o local às 14h30.
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O presidente da Câmara Municipal, vereador Danylo Acioli (MDB), esteve no local na manhã desta quarta-feira (07) criticou a demora na adoção de medidas preventivas por parte dos responsáveis pela obra. Segundo ele, o risco já havia sido alertado diversas vezes pelo Legislativo.

"Em alguns momentos nós falamos: 'não precisa esperar alguém morrer para fazer o que tem que ser feito'. Hoje estão mexendo aqui, mas esperaram alguém morrer. É lamentável quando a omissão acontece. O poder público, quando se omite, as coisas ruins acontecem. É por isso que a gente veio aqui hoje, para lembrar às pessoas que tudo o que está acontecendo é por omissão", afirmou o vereador. Acioli ressalta que o problema não é o projeto da rotatória em si, mas a execução inadequada durante o período noturno e em dias de clima adverso: "Enquanto não está totalmente finalizada, precisa, além de placas, de luz aqui. Eu tenho fotos desse período com neblina, não tem como ver, não tem sinalização nenhuma."
Para quem trafega diariamente pelo trecho, o cenário é de confusão. O motorista de caminhão Gabriel da Silva Andrade, de 30 anos, relata que as mudanças no traçado geram insegurança tanto para condutores quanto para pedestres. "Não há sinalização ainda de nada, nenhum local que dê para indicar que tem uma passagem segura para os pedestres. Fizeram uma demarcação na pista que confundiu vários motoristas, onde o lado correto da gente vir deveria estar fechado, e uma pintura que sinalizava que os motoristas deviam pegar a contramão. Causando muito perigo", explicou o motorista.
O perigo se agrava com as condições climáticas da região, frequentemente atingida por cerração densa. Renilda Careta, moradora do núcleo Michel Soni há 21 anos, atravessa a rodovia todos os dias e presenciou a baixa visibilidade na data do acidente fatal.
"Ontem a cerração estava horrível e teve dois acidentes no mesmo local. Infelizmente uma mãe está chorando hoje pelo seu filho de 20 anos, e eu tenho um filho que passa aqui todos os dias. Eu tenho medo porque vem um carro, talvez neblina, cerração, não vê. Não vê um poste, não vê a sinalização, e acaba acontecendo tragédias", lamentou Renilda.
A moradora defende que a instalação de dispositivos luminosos é urgente para evitar novas mortes. "Aqui está precisando de uma sinalização bem mais luminosa. Só as placas não são suficientes. Ontem, com a cerração, ninguém conseguia ver as placas. Vai ficar muito bom quando finalizarem. Mas enquanto não finalizarem, eu tenho medo por mais vidas irem embora."

As causas exatas do acidente que vitimou o jovem Ronald seguem sob investigação pelas autoridades policiais. Ele será sepultado na tarde desta quarta-feira em Cambira.
O TNOnline procurou a Prefeitura e aguarda uma posição sobre os protestos.
