Risco de desabamento no forro mantém Catedral de Apucarana interditada
Peritos paulistas vão avaliar a estrutura enquanto casamentos e missas são remanejados para outras igrejas
A Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, no centro de Apucarana, continua interditada e sem previsão de reabertura após ser atingida por um temporal de grandes proporções. A tempestade, classificada por meteorologistas como uma microexplosão com ventos de até 125 km/h, provocou o destelhamento do templo e causou sérias infiltrações em toda a estrutura interna.
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A interdição por tempo indeterminado foi determinada pelo risco de desabamento do teto. O forro da igreja, construído em estuque, absorveu uma grande quantidade de água e inchou, gerando o receio de um efeito dominó, no qual a queda de uma parte da estrutura possa acarretar o colapso do restante do teto. Com a força do vento, placas de gesso puro do presbitério também se deslocaram e quebraram. Apesar dos estragos na cobertura e nas paredes atingidas pela água, os vitrais e as pinturas de arte sacra da catedral não sofreram danos.
Nos próximos dias, uma equipe de peritos vinda de São Paulo fará uma vistoria técnica no local para avaliar a segurança da edificação e elaborar um diagnóstico detalhado. O cura da catedral e reitor da basílica, Padre Valdecir Ferreira, destaca que a definição sobre as obras depende diretamente dessa avaliação.
"Somente a partir do laudo técnico nós poderemos ter a previsão daquilo que será feito posteriormente. Se o laudo técnico ele apontar um dano estrutural grandioso, nós poderemos passar meses para poder ser refeito isso. Isso prejudicaria todas as nossas atividades litúrgicas e pastorais, incluindo as missas, os momentos celebrativos, inclusive celebrações de casamento e de batizado agendados para mais de um ano que nós temos na catedral", afirmou o Padre Valdecir Ferreira.

A Catedral tem 19 casamentos marcados entre outubro e dezembro. Por conta da incerteza sobre a liberação do templo, se acaso a interdição permanecer, as celebrações previstas entre outubro e dezembro podem ser remanejadas para outras paróquias da cidade. No entanto, essa definição depende ainda da avaliação técnica da situação da igreja após o temporal.
O temporal também provocou estragos em outros pontos de Apucarana, como na Capela Nossa Senhora do Rocio, no bairro Bela Vista, que teve a cobertura destruída e passa por processo de limpeza para posterior reforma. Diante do cenário, a Diocese de Apucarana mobilizou suas 62 paróquias, espalhadas por 36 municípios, para prestar assistência às famílias que tiveram prejuízos.
O bispo diocesano, Dom Carlos José, celebrou missa ao ar livre ao lado da capela afetada para agradecer a ausência de vítimas e transmitiu uma mensagem de reconstrução para a comunidade.
"O olhar da igreja, em primeiríssimo lugar, é para as famílias atingidas, agradecer a Deus que nenhuma vida foi perdida, mas os estragos materiais são terríveis para tantas e tantas famílias. O vento foi forte, mas a nossa fé é mais forte, é maior. Nós iremos reconstruir a cidade de Apucarana e iremos, com a graça de Deus, reconstruir nossas igrejas, nossa catedral, que está interditada; iremos reconstruir as nossas estruturas", declarou Dom Carlos José.
