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Presidente da Câmara convida população para audiência pública na próxima quinta-feira (6)

Reunião aberta vai debater projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contrair empréstimo de R$ 30 milhões

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A Câmara de Apucarana promove nesta quinta-feira (6), às 19 horas, uma audiência pública para debater o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contrair um empréstimo de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O recurso, solicitado pelo prefeito Rodolfo Mota (União Brasil), tem como objetivo a aquisição de maquinário e a realização de obras de pavimentação asfáltica. A votação definitiva do projeto pelos vereadores está agendada para o dia seguinte, sexta-feira (7), em sessão extraordinária.

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-LEIA MAIS: Câmara de Apucarana marca audiência pública para discutir empréstimo de R$ 30 milhões

Em entrevista ao TNOnline nesta segunda-feira (03), o presidente do Legislativo, vereador Danylo Acioli (MDB), expressou preocupação com o impacto financeiro da medida em longo prazo. O parlamentar destacou que o atual cenário econômico é desfavorável para a contratação de crédito. Veja entrevista acima

"A taxa Selic está em 14,25%. O empréstimo que eles querem pegar vai ter a taxa Selic; provavelmente, eles vão usar outro termo ali, mais 0,95% ao ano. Vai dar quase 16% ao ano. Veja: qual é o sentido de pegar R$ 30 milhões para pagar R$ 60 milhões no decorrer de 10 anos? Na minha concepção, esse não é o momento", avaliou o presidente da Câmara.

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Acioli questionou a finalidade do crédito, argumentando que equipamentos e infraestrutura poderiam ser viabilizados por meio de repasses a fundo perdido dos governos estadual e federal, desde que houvesse articulação e projetos técnicos adequados. Segundo ele, o município já desperdiçou oportunidades recentes.

"Eu não concordo porque, primeiro, o Estado do Paraná estava dando dinheiro para asfalto e a Prefeitura de Apucarana perdeu alguns milhões de reais porque não apresentou os projetos corretos", revelou.

Para o presidente da Câmara, caso o município precisasse se endividar, o foco absoluto deveria ser a área da saúde, como a estruturação do Hospital de Apucarana, evitando o deslocamento de pacientes para outras cidades. Ele também criticou a falta de planejamento do Executivo em aquisições recentes, citando a compra de um imóvel para abrigar um laboratório municipal que, segundo informações da Vigilância Sanitária, não estaria apto para a função.

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"Se gastaram R$ 5 milhões e meio para comprar um imóvel que não pode ser laboratório, a priori, eles estão planejando para pegar dinheiro emprestado ou só estão pegando dinheiro emprestado e depois eles veem o que vão fazer? Não faz sentido, porque no começo do mandato não foi dito que precisava pegar dinheiro emprestado.", pontuou.



							Presidente da Câmara convida população para audiência pública na próxima quinta-feira (6)
AutorDanylo Acioli durante entrevista ao TNOnline - Foto: Adry Freitas/TNOnline


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A audiência pública foi uma exigência da presidência da Casa antes de colocar a matéria em votação, garantindo que os cidadãos possam interpelar os secretários municipais e manifestar apoio ou rejeição à dívida. Acioli reforçou que o Legislativo atua como um fiscalizador natural e necessário das ações da Prefeitura.

"Quem faz o contrapeso ao Poder Executivo é o Poder Legislativo. E quem faz o contrapeso a esses dois é o Poder Judiciário. Qualquer coisa diferente disso chama-se ditadura", declarou.

O vereador encerrou fazendo um apelo direto para que empresários e contribuintes compareçam ao plenário da Câmara na noite desta quinta-feira para entenderem como o orçamento da cidade será comprometido pela próxima década.

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"Porque, quem paga a conta não é o prefeito, que vai assinar o contrato, ou eu, que pauto o projeto na Câmara. Quem paga a conta somos todos nós", finalizou.

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