Prefeitura investe R$ 700 mil para destravar duplicação na Avenida Minas Gerais
Realocação de rede de alta tensão era o "nó" que impedia avanço da duplicação; prefeito Rodolfo Mota projeta salto de 20% para 65% na execução

Uma das obras mais complexas e aguardadas de Apucarana, a duplicação da Avenida Minas Gerais, entrou em uma nova fase nesta semana. A prefeitura deu início à realocação de postes e da rede de energia elétrica de alta tensão, etapa considerada crucial para destravar o projeto que, segundo a atual gestão, apresentava falhas graves em seu planejamento original.
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Para viabilizar o avanço, o município investirá R$ 700 mil em recursos próprios. O montante será pago a uma empresa credenciada pela Copel para manipular o sistema de "linha viva" (alta tensão). O serviço deve ser concluído em um prazo de 20 a 25 dias, permitindo que a construtora responsável pela duplicação retome as frentes de trabalho em toda a extensão da via.

De acordo com o prefeito Rodolfo Mota, a mudança da rede elétrica permitirá que o cronograma da obra avance de forma acelerada. "Como a gente vai conseguir trabalhar em toda aquela extensão, a gente vai ter um grande salto. Nós vamos praticamente triplicar o percentual da obra, saindo de vinte e poucos por cento para mais de sessenta", explicou o prefeito.
O objetivo central desta fase é garantir a segurança de motoristas e pedestres nos acessos aos bairros Monte Sião, Adriano Correia, Fariz Gebrim e imediações, que sofrem com a instabilidade gerada pela obra em ritmo lento.
O prefeito criticou o projeto aprovado em 2018, classificando-o como "inexecutável" por prever cinco rotatórias em um trecho de apenas um quilômetro. Um novo projeto está sendo apresentado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e ao Paranacidade para adequar o traçado às normas do DNIT e da Polícia Rodoviária Federal.
O novo traçado prevê três rotatórias estratégicas:
• Adriano Correia/Paranatex/ Fariz Gebrim: Rotatória oval e prolongada para servir ao Núcleo Habitacional Adriano Correia, à empresa e ao Fariz Gebrim;
• Região da Mecol: Acesso para o Monte Sião e o setor logístico de transportadoras;
• Frente à Unespar: Reajuste da estrutura atual para atender a universidade e o Village de Roma.

