Prefeito critica manobra na Câmara que suspendeu votação de empréstimo de R$ 30 milhões
Rodolfo Mota lamenta retirada de pauta de financiamento e alerta para atraso em obras de recape e compra de maquinário rural
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A suspensão da votação do projeto do Executivo que autoriza um empréstimo de R$ 30 milhões junto à Caixa Econômica Federal (CEF) foi alvo de críticas do prefeito de Apucarana, Rodolfo Mota (União Brasil), nesta quinta-feira (23). A votação, prevista para a sessão extraordinária desta quinta-feira (23), foi suspensa após uma manobra da oposição, que conseguiu reprovar o parecer favorável da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, travando a tramitação da matéria.
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Para o prefeito, a obstrução legislativa é prejudicial à cidade e compromete o cronograma de obras. “É um projeto que a gente reputa como muito importante, que prevê um investimento em recuperação asfáltica, em recape de ruas da cidade e na compra de maquinários e caminhões. A proposta acabou sofrendo uma articulação para ser retirado de pauta. É uma pena, porque isso vai atrasar os investimentos que a gente quer fazer com esses R$ 30 milhões, criticou Mota durante inauguração de ponte no Barreiro.

Os recursos, pleiteados via Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), seriam divididos. Cerca de R$ 15 milhões focariam no recapeamento de bairros como João Paulo, Afonso Camargo, Gramados e Sol Nascente. A outra metade financiaria a renovação da frota pesada, ação classificada como urgente pelo Executivo. “A gente vai ver aí um grande El Niño, um período de muita chuva. A gente precisa de maquinários para atender melhor as estradas rurais”, alertou o prefeito.
Para afastar os temores de endividamento levantados pelos parlamentares de oposição, Rodolfo Mota utilizou a nota do município junto ao Tesouro Nacional para garantir que a cidade possui condições de arcar com o compromisso. “Nós acabamos de receber o Capag A, do Ministério da Fazenda, dizendo que Apucarana é boa pagadora", citou, assinalando que o municípiio pagou na sua gestão R$ 56 milhões em dívidas.
