Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Apucarana

publicidade
LEVANTAMENTO

Preço da cesta básica sobe quase 4% em um mês em Apucarana

A alta foi puxada principalmente pelo preço do tomate, que teve reajuste de 70,47%

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Preço da cesta básica sobe quase 4% em um mês em Apucarana
Autor Foto: Lis Kato - TNOnline

O levantamento mensal da cesta básica e do salário mínimo realizado pela Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Apucarana, revela que entre os meses de agosto e setembro de 2021, o preço da Cesta Básica no município teve um aumento de 3,93%, passando dos R$ 579,58 para R$ 602,38. A alta foi puxada principalmente pelo preço do tomate, que teve reajuste de 70,47%.

Para o economista Rogério Ribeiro, os reajustes de preço já estavam acontecendo no mês de agosto e isso veio com mais força para Apucarana em setembro. “Todo mundo está reclamando do preço do tomate e está tirando ele do cardápio. Em Apucarana, o quilo está entre R$ 7 e R$ 8, dependendo do estabelecimento. Isso contribuiu realmente para que o valor total da cesta básica rompesse o patamar dos R$ 600. A alta no preço tem relação com as geadas que prejudicaram as plantações neste ano e a estiagem. Com isso, o tomate que é vendido aqui, vem de outras regiões e passa ter valor mais alto por causa do frete”, explicou o economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Outros itens que sofreram aumentos relativos de preços foram o café (8,62%), açúcar (8,03%), batata (7,01%), banana (0,95%), farinha de mandioca (0,32%), óleo de soja (0,30%) e o feijão (0,25%). Apresentaram reduções de preços: carne (-4,21%), leite (-2,47%), pão francês (-0,86%), arroz (0,24%) e manteiga (-0,03%). “O café está subindo todo mês, o açúcar também, pois são commodities. De modo geral, os preços dos alimentos estão subindo muito. Não é um evento nacional, regional, é mundial. O mundo todo está experimentando essa situação da inflação puxada pelas commodities”, esclarece Ribeiro.

“O que vemos é uma cesta básica muito elevada, que rompe R$ 600 reais e consome mais da metade do salário mínimo, o que leva a gente a pensar em um salário mínimo ideal de R$ 3.800 em Apucarana, e em Arapongas, de R$ 4 mil”, finalizou o economista.

Para o consumidor, o poder de compra fica cada vez mais reduzido, o que reflete na mesa. O aposentado Manoel Galdino de Almeida, 65 anos, acredita que mudança, só por um milagre de Deus. “Tudo caro, um absurdo, as coisas não subiram, as coisas triplicaram o preço, hoje eu vivo com uma aposentadoria que não chega a dois salários, eu e minha esposa se for somar tudo não dá. Imagina meus filhos, um deles paga aluguel e tem que tratar de três crianças, a despesa é um absurdo, e o pior que as mercadorias não vão baixar. O tomate está quase no preço do quilo de carne. Não há governo que entre lá que vá baixar essas mercadorias, só milagre Deus e a misericórdia”, disse

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

(Texto, Aline Andrade e Cindy Santos )

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV