Polícia Civil investiga novas denúncias contra quatro funcionárias da Apae de Apucarana
A delegada Luana Lopes afirmou que a investigação é focada nos quatro funcionários e não na instituição; polícia orienta afastamento dos suspeitos
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A Polícia Civil de Apucarana confirmou nesta terça-feira (26) que novas provas e testemunhas surgiram no inquérito que apura denúncias contra funcionários da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do município. Em coletiva de imprensa, a delegada Luana Lopes, responsável pelo caso enfatizou que os novos relatos agravam o cenário, mas fez questão de esclarecer que o alvo exclusivo das investigações continua sendo um grupo específico de quatro funcionários, e não a instituição, que presta serviços essenciais há 60 anos.
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O surgimento de novos fatos ocorreu logo após a polícia divulgar a abertura das investigações na semana anterior. De acordo com a autoridade policial, a repercussão encorajou testemunhas oculares a procurarem a Delegacia da Mulher.
"Deixando bem claro, pessoal, que depois que nós demos a entrevista na segunda-feira, infelizmente surgiram novas provas, novas pessoas querendo se manifestar e trazendo novos fatos envolvendo novamente essas quatro pessoas. Então, deixar bem claro isso. Nossa investigação é em face dessas quatro pessoas, não da Apae", ressaltou a delegada.
As denúncias recentes mantêm a mesma natureza dos primeiros relatos e envolvem diretamente pessoas que trabalharam no local, além de familiares dos alunos. A polícia destaca que a situação é sensível, pois afeta vítimas com extrema vulnerabilidade.
"Têm a mesma linha e partem de pessoas que exerceram suas funções lá dentro, que presenciaram os fatos. Não é: 'ah, eu ouvi falar'. Não, são pessoas que foram testemunhas oculares dos fatos e que presenciaram. E também de mães que tiveram seus filhos, infelizmente, de alguma forma lesados, detalhou a delegada. "Muitas delas, gente, inclusive são averbais, elas não conseguem nem dizer o que está acontecendo com elas. Então assim, não é, de forma alguma, intuito investigar a Apae. E sim afastar essas pessoas.
Para preservar a integridade das crianças, adolescentes e dos demais profissionais, a Polícia Civil orientou o afastamento preventivo dos quatro denunciados. Até o momento da coletiva, a polícia tinha ciência de que apenas um dos investigados havia deixado de atuar no local, enquanto os outros três ainda poderiam estar exercendo suas funções.

Posicionamento da Apae
O TNOnline procurou a Apae de Apucarana. Em nota, o presidente Cleverson Moliani afirmou que todas as medidas necessárias já estão sendo tomadas e que deverá se pronunciar oficialmente nos próximos dias.
“Estamos cientes das investigações em curso. Nosso departamento jurídico já atua para ter acesso completo aos autos antes de qualquer posicionamento oficial. Reafirmo que a entidade vai colaborar integralmente com as autoridades e prestar todos os esclarecimentos à sociedade nos próximos dias. Devemos convocar uma coletiva de imprensa até o fim desta semana para tratar do tema com transparência”, reiterou.
