Polícia aguarda depoimento de tutora para analisar responsabilização de homem após ataque fatal a basset em Apucarana
Delegado afirma que imagens de câmeras serão analisadas junto à declaração da vítima para avaliar o enquadramento criminal do tutor dos cães
TNOnline TV
A Polícia Civil de Apucarana aguarda o depoimento da fisioterapeuta Regina Zanchin Sardagna, de 59 anos, para avançar na investigação sobre o ataque de dois cães de grande porte que matou o Basset Téo e deixou a tutora ferida na Praça do Clube 28 de Janeiro.
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Segundo o delegado Marcus Felipe Rodrigues, da 17ª Delegacia de Polícia de Apucarana, o boletim de ocorrência já foi registrado, e a análise das imagens de segurança será realizada em conjunto com a declaração da vítima para avaliar a possível responsabilização criminal do homem, que já foi identificado.
“Por enquanto, foi feito só o boletim de ocorrência. A vítima não compareceu aqui, mas, de toda forma, nós conseguimos fazer o encaminhamento dela ao IML para fazer o exame de lesão corporal”, afirmou o delegado.
De acordo com o delegado, Regina tem comparecimento agendado para terça-feira (13), quando deverá prestar declaração à Polícia Civil. Após ouvi-la, a equipe policial analisará as informações em conjunto com as imagens relacionadas ao caso para definir quais enquadramentos criminais poderão ser atribuídos ao suspeito.
“Após a declaração dela, a gente vai fazer uma análise junto com as imagens para ver qual tipo jurídico, qual tipo penal que esse indivíduo, que já está identificado, poderia ser atribuído a ele um crime”, explicou.
O ataque ocorreu no fim da tarde do último sábado (3), na área do ParCão, quando a fisioterapeuta passeava com Téo, de nove anos. Dois cães de grande porte, com características semelhantes às de pastores alemães e belgas, avançaram contra o Basset. Ao tentar proteger o animal, Regina também foi mordida.
O tutor dos cães teria deixado o local após a intervenção de pessoas que presenciaram a ocorrência, sem prestar socorro à vítima e sem fornecer seus dados de identificação. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada e a saída do homem e poderão contribuir para a apuração dos fatos.
Téo foi levado a uma clínica veterinária, onde passou por uma cirurgia de emergência, mas morreu durante a madrugada de domingo (4), em decorrência dos ferimentos e da perda de sangue.
Possíveis consequências criminais
O avanço da investigação ocorre após a promotora de Justiça Fernanda Lacerda Trevisan Silvério apontar possíveis implicações criminais para o responsável pelos cães. Segundo a representante do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a conduta poderá ser analisada sob diferentes enquadramentos, incluindo omissão de cautela na guarda ou condução de animais, lesão corporal e maus-tratos a animais, conforme as circunstâncias apuradas.
A promotora também destacou a possibilidade de responsabilização nas esferas civil e administrativa, incluindo eventual indenização por danos materiais e morais.
A definição dos crimes, porém, dependerá da apuração policial e da análise das circunstâncias do ataque. Com a coleta do depoimento da tutora e o exame das imagens, a Polícia Civil deverá reunir elementos para avaliar as medidas cabíveis em relação ao caso.

