Pit bull que atacou criança pertencia à própria família em Apucarana, diz delegado; veja entrevista
Menino morreu nesta quinta-feira (24) após ataque do animal no Residencial Viverti
TNOnline TV
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) instaurou nesta quinta-feira (24) um inquérito para investigar a morte de uma criança atacada por um pit bull em Apucarana. A tragédia ocorreu no Residencial Viverti por volta do meio-dia. O foco da investigação busca esclarecer por que a criança estava na residência apenas na companhia de duas primas, de 13 e 5 anos, e se houve eventual omissão por parte dos adultos responsáveis. Segundo a PC-PR, a criança tinha 8 anos - inicialmente a informação é que teria 7.
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No momento do ataque, os pais haviam saído para trabalhar. Segundo o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana, Marcus Felipe da Rocha Rodrigues, a família contava com o apoio de uma avó que mora nas proximidades e que havia sido designada como retaguarda caso as crianças precisassem de algo. A presença da adolescente de 13 anos como cuidadora e o distanciamento dos pais serão analisados.
"O fato de as crianças estarem sozinhas na residência vai ser averiguado com calma, até porque tinha uma adolescente na residência, que em tese estaria ali tomando conta das demais crianças", afirmou o delegado.
O ataque foi direcionado exclusivamente ao menino, deixando as outras duas meninas ilesas. A agressão do animal - que é uma cruza com pit bull, segundo o delegado - foi concentrada em áreas vitais da criança. "O ataque se deu basicamente na região do rosto. As lesões provavelmente que levaram a criança a óbito foram na parte do pescoço", detalhou.

A reação violenta do cachorro destoa do histórico de convivência na casa, segundo as primeiras apurações. Adotado ainda filhote, o animal havia se mudado para o endereço com a família há cerca de três meses e, de acordo com os levantamentos iniciais, tinha um comportamento dócil, dividindo o espaço com uma cadela menor e um gato. Os investigadores agora buscam entender se algum fator externo provocou o ataque.
"A gente está apurando agora se alguma coisa possa ter atiçado o animal, algum barulho, fogos, bomba, mas essas informações não foram confirmadas até o presente momento. Uma situação que a gente não pode ainda definir o que levou o animal a atacar a criança. Uma vez que, pelo que eu entendi, já havia um certo convívio entre as crianças e o cachorro", explicou o delegado.
O ataque só contido após a intervenção de vizinhos, que entraram no quintal para tentar salvar o menino. Durante o socorro, o pit bull avançou contra os moradores, o que gerou a necessidade de sacrificar o cão no próprio local para proteger a vizinhança e as equipes de resgate.
Com o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal (IML), a Polícia Civil concentrará os próximos passos do inquérito na coleta de depoimentos. Apenas a oitiva formal de vizinhos, familiares e das pessoas que prestaram os primeiros socorros poderá fornecer os elementos informativos necessários para a conclusão do caso e a eventual responsabilização dos tutores. "Ainda é muito prematuro para afirmar qualquer tipo de situação. Só o inquérito policial e a oitiva dos vizinhos e familiares vão poder dar uma definição jurídica a respeito desses fatos", concluiu Marcus Felipe.
