Novo filme de Semi Salomão estreia com grande público em Apucarana
Com pouco mais de 1h30 de duração, a obra percorre diferentes camadas da cidade — do passado pioneiro das décadas de 1930 a 1970 ao presente
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Na noite do último sábado (25), o Cine Teatro Fênix, em Apucarana (PR) viveu um momento especial para o cinema local. A casa estava cheia para acompanhar a estreia de Apucarana – Cidade Oculta, longa-metragem dirigido, roteirizado e protagonizado por Semi Salomão, que chegou à tela após três anos de produção.
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Com pouco mais de uma hora e meia de duração, a obra percorre diferentes camadas da cidade — do passado pioneiro das décadas de 1930 a 1970 ao presente, chegando a uma visão futurista e simbólica do município. Entre cenas dramáticas que tocaram fundo na plateia e passagens que arrancaram risadas, o filme confirmou a marca que Semi Salomão construiu ao longo de mais de duas décadas de carreira.
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A reação imediata foi unânime. Ao sair do cinema, o público não parou de parabenizar os atores. Nas redes sociais, o burburinho continuou pela madrugada — relatos, marcações, gente querendo rever.
"Foi muito melhor do que eu imaginava. Realmente tocou na emoção. Apucarana tem este presente que é o Semi. Muitas cidades têm história, mas ter um profissional dedicado e abençoado igual a você? Você é único, e esta noite eternizou com certeza a história da cidade. Nada morre — tudo se transforma", afirmou a fisioterapeuta Heloiza Miquelão, uma das atrizes do filme.
Um dos momentos mais marcantes do filme é o resgate da voz do avô do diretor, recriada a partir de arquivos originais. O recurso emocionou especialmente quem tem laços com a história da cidade. José Rota, cunhado de Talita Bresolin — personagem retratada no filme que perdeu a vida em 1965 — foi um dos que saíram da sessão profundamente tocados: "Talita foi muito bem retratada e maravilhosamente destacada. Obrigadíssimo."
"Eu me vi andando, menina, pelas ruas de Apucarana, adolescente, observando os jardins suspensos em frente à Catedral. Vi a história que Dona Thereza e seu José Humeniuk me contavam. Lindo filme — toques de passado e futurísticos, paisagens deste mundo e do mundo dos sonhos. Um portal de memória e sonho, vida e ancestralidade", destacou a professora e escritora Ana Maria Humeniuk, que assistiu a estreia.
Para Elton Silva, que interpreta o personagem Raposa, o filme exige e recompensa quem está disposto a se entregar: "É um filme que possui várias camadas. Não é para as pessoas assistirem distraídas — envolve prestar atenção, pois fornece muitos detalhes. É diferente."
O jornalista Louan Brasileiro, que também faz parte do elenco do longa interpretando o personagem Nauro Akamã, descreveu o ambiente ao sair da sessão: "Deu para sentir a emoção do público. Essa obra foi surpreendente, dentro do estilo Semi Salomão de fazer filme, com novidades impressionantes. É sem dúvidas um de seus melhores trabalhis", disse.
Benedito Cândido, o Professor Ubatuba do filme, completou: "Parabéns pelo seu trabalho — você leva jeito pra coisa mesmo."
O espectador Giuliandrio Moraes destacou um elemento que poucos esperavam receber com tanta intensidade: a trilha sonora original. "Gostei muito das músicas — foi assim um filme sobre sua vida."
Por Assessoria de Imprensa