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Mulheres lideram novas contratações no mercado de trabalho de Apucarana e região

Dados do Caged mostram que mais de 50% dos novos postos de trabalho foram ocupados pelo público feminino

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Mulheres lideram novas contratações no mercado de trabalho de Apucarana e região
Autor Indústria foi o setor que mais contratou trabalhadores no período - Foto: Gaby Campos/TNOnline

O número de mulheres que assumiram postos de trabalho com carteira assinada no primeiro quadrimestre deste ano na região superou a quantidade de homens. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), com base em Apucarana (PR) e outros 27 municípios, mostram que 1.266 (50,7%) vagas foram ocupadas pelo público feminino contra 1.230 (49) vagas ocupadas por homens, totalizando 2.496 postos de trabalho gerados entre janeiro e abril.

- LEIA MAIS: Indústria e serviços puxam saldo positivo de empregos em Apucarana e região

Segundo o Caged, 66% da força de trabalho feminina possui ensino médio completo e tem entre 18 e 24 anos. Outros 15% já concluíram o ensino superior. Já em relação aos homens, o percentual de trabalhadores que concluíram o ensino médio é maior, chegando a 74%. Por outro lado, nem 1% do público masculino contratado no período conquistou o diploma de ensino superior.

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Para o economista Paulo Cruz, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), o maior número de mulheres com formação superior não é um acaso. Segundo ele, o público feminino tem buscado, de forma geral, se especializar e aprimorar sua atuação em diversas áreas. "De forma geral, as mulheres buscam mais a formação superior. E a corrida tecnológica demanda mão de obra de maior qualificação", salienta.

A indústria foi o setor que mais contratou trabalhadores no período, com mais de 1,3 mil vagas formais. Os segmentos que mais colaboraram com o resultado foram a fabricação de móveis, com 458 vagas, seguida pela produção de alimentos (238), confecção de vestuário (201) e couro (111).

No setor de prestação de serviços, foram 946 vagas de trabalho, com destaque para a administração pública, defesa e seguridade social, que criaram 518 vagas de emprego, informação e comunicação (209) e transporte e armazenagem (110).

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Os municípios com os maiores saldos no acumulado entre janeiro e abril são Arapongas (1.258), que aparece no ranking estadual entre as cidades com o maior volume de novos empregos, seguida por Apucarana (621) e Sabáudia (207) (confira no infográfico).

Contudo, apesar de positivo, o saldo acumulado deste ano é 27,2% menor que o do mesmo período do ano passado, quando mais de 3,3 mil postos de trabalho foram criados na região.

Abril registrou baixa na abertura de vagas

Abril registrou uma baixa na abertura de vagas de emprego, com saldo de 99 postos de trabalho, o menor do ano até o momento. No comparativo com o mesmo período do ano passado, houve queda de 88%. O saldo positivo, entretanto, é resultado do desempenho da indústria, que gerou 191 vagas, e também da prestação de serviços, que abriu 23 vagas. Os piores desempenhos foram os do comércio, que perdeu 94 postos de trabalho, seguidos pela construção civil (-13) e pela agropecuária (-8).

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Os maiores saldos são os de Jandaia do Sul (170), Apucarana (58) e São Pedro do Ivaí (39). Arapongas, Faxinal e Sabáudia estão entre os municípios que ficaram com saldo negativo de empregos.

Paraná criou mais de 58 mil empregos com carteira assinada

No acumulado de janeiro a abril, o Paraná criou 58.863 empregos com carteira assinada, o quarto melhor resultado do Brasil no período. O saldo é resultado de 750.952 admissões e 692.089 desligamentos registrados nos quatro primeiros meses do ano. O Estado ficou atrás apenas de São Paulo (202.374 vagas), Minas Gerais (78.640) e Santa Catarina (63.006). Todos os setores da economia registraram resultado positivo no primeiro quadrimestre. O segmento de serviços liderou a geração de empregos, com 32.905 vagas abertas, seguido pela indústria (13.212), pela construção (8.831), pelo comércio (2.727) e pela agropecuária (1.188). Conforme o Caged, 291 municípios paranaenses registraram saldo positivo na geração de empregos, o equivalente a cerca de 73% das cidades do Estado


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