Morte de idoso agredido em assalto pode ter ligação com confronto, diz delegado
Vítima de 82 anos estava internada desde fevereiro após ataque em chácara

A morte de um idoso de 82 anos, ocorrida na noite de sexta-feira (13) no Hospital da Providência, em Apucarana, trouxe novos desdobramentos para uma série de crimes investigados pela Polícia Civil. A vítima estava internada desde o final de fevereiro após ser brutalmente agredida durante um assalto em uma chácara na região do Belvedere. Com o óbito, o caso passou a ser tratado como latrocínio roubo seguido de morte.
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Segundo o delegado adjunto da 17ª Subdivisão Policial, André Garcia, o crime ocorreu na madrugada do dia 25 de fevereiro, quando três homens encapuzados e armados invadiram a propriedade e renderam os moradores.
Durante o roubo, o idoso foi espancado e sofreu ferimentos graves. Ele foi socorrido e permaneceu internado por semanas, inclusive na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu às complicações decorrentes das agressões.
De acordo com o delegado, as investigações apontaram semelhança entre este crime e outro roubo registrado na quinta-feira (12), também em uma propriedade rural da cidade. No segundo caso, os suspeitos invadiram o local, renderam um casal e agrediram as vítimas antes de fugir levando armas de fogo e um veículo, que foi incendiado pouco depois na região do Parque da Raposa.
“O modo de agir foi muito parecido: indivíduos armados, encapuzados, invadindo propriedades e utilizando violência contra as vítimas. Isso nos permitiu estabelecer um vínculo entre os dois crimes”, explicou Garcia.
Durante as diligências, equipes da Polícia Militar receberam informações sobre o possível paradeiro do grupo e foram até o local indicado. Na tentativa de abordagem, houve um confronto armado entre os suspeitos e os policiais.
Três pessoas envolvidas morreram após a troca de tiros dois homens no local e um adolescente de 14 anos que chegou a ser socorrido, mas morreu posteriormente no hospital. Para a polícia, há fortes indícios de que os mortos faziam parte da quadrilha responsável pelos roubos.
As investigações indicam ainda que o grupo pode ser maior do que o inicialmente identificado. Embora as vítimas tenham relatado a presença de três ou quatro suspeitos nos assaltos, a polícia não descarta a participação de até seis pessoas, incluindo indivíduos que ficariam do lado de fora das propriedades para monitorar a movimentação e a possível chegada de viaturas.
A Polícia Civil trabalha agora para localizar ao menos mais um suspeito que já foi identificado, mas não estava no local do confronto.
Além dos inquéritos que investigam os roubos e o latrocínio, também foi instaurado um procedimento para apurar as circunstâncias do confronto armado com a Polícia Militar.
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