Moradores fazem fila para buscar telhas distribuídas pela prefeitura de Apucarana
Para ajudar na reconstrução emergencial, a Defesa Civil do Paraná encaminhou mais de 3 mil telhas ao município e 100 rolos de lona
Secretário explica como funciona distribuição de telhas em Apucarana.Para ajudar na reconstrução emergencial, a Defesa Civil do Paraná encaminhou quase 4 mil... TNOnline TV
A Prefeitura de Apucarana iniciou nesta terça-feira (22) a entrega de telhas para os moradores afetados pelo temporal registrado na noite de segunda-feira (21). A tempestade com ventos de até 125 km/h arrancou dezenas de árvores, deixou quase 1 mil casas danificadas e mais de 40 mil imóveis sem energia elétrica. Diante dos estragos, milhares de pessoas já passaram pelo local em busca de auxílio. Para ajudar na reconstrução emergencial, a Defesa Civil do Paraná encaminhou mais de 3 mil telhas ao município e 100 rolos de lona.
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O atendimento à população, que começou com a distribuição de lonas de forma paliativa, agora avança para o repasse definitivo dos materiais de cobertura. Segundo o secretário municipal de Serviços Públicos, Wendel Meta, os moradores devem comparecer à sede da pasta ou procurar a unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próxima de suas residências para preencher um cadastro simples com nome, CPF e endereço. Neste primeiro momento, a prefeitura está liberando cerca de 20 metros quadrados de telha por endereço para agilizar o socorro básico e garantir que todos recebam ajuda.
Famílias que tiveram prejuízos maiores e necessitam de uma quantidade superior ao limite inicial passarão por uma triagem. Conforme o secretário, a liberação excedente exige a confecção de um laudo da Defesa Civil para garantir a prestação de contas dos itens doados pelo poder público. A administração municipal pede que, se possível, as próprias famílias retirem as telhas nos pontos de distribuição. O município, entretanto, fará a entrega para quem não tem condições de transporte, embora não haja um prazo exato definido devido à alta demanda. "Nós vamos atender todo mundo. Mas é um fluxo grande. Queremos fazer isso da maneira mais rápida possível", destacou Meta.

O grande volume de atendimentos gerou filas extensas na Secretaria de Serviços Públicos, motivando a orientação para que o público descentralize a busca procurando os CRAS dos bairros, onde as equipes de assistência social também realizam o credenciamento. Os servidores atuam em regime de revezamento desde as 7h da manhã para dar vazão aos pedidos. A operação de socorro na cidade conta ainda com uma ampla força-tarefa unindo o Exército Brasileiro, a Guarda Municipal, agentes de trânsito locais, além de equipes da Defesa Civil e guardas de municípios vizinhos, que se deslocaram para prestar apoio logístico e de segurança à população.
Entre os moradores que aguardaram ajuda na fila está Elza Gabriel, de 61 anos, moradora do bairro São Francisco, teve a casa bastante destelhada e conta que todos os cômodos ficaram alagados. Ela relembra os momentos de tensão gerados pelo barulho do vento e do impacto do granizo nos barracões vizinhos à sua residência. "Tive muito medo, fiquei apavorada. Eram muito grandes as pedras e o vento era muito forte. Parecia que ia levantar tudo, que estava chegando o fim do mundo", relata.

Assustada com a quantidade de pessoas aglomeradas na fila, Elza conseguiu entrar no atendimento prioritário por ter crianças em casa. O socorro emergencial com as lonas já havia sido garantido na noite anterior de forma colaborativa. "A lona eu consegui ontem. Eu ganhei da minha família, cada um deu um pouquinho, e cobrimos os móveis", finaliza a moradora, que agora aguarda a liberação das telhas para reconstruir o teto de casa.

Outro morador que teve o imóvel danificado é o zelador Deivid de Paulo da Silva, de 70 anos. Ele conta que estava jantando quando a chuva forte e o granizo começaram, furando o telhado e enchendo o forro e os cômodos de água. Na fila para retirar as telhas, ele relembrou a reação diante da tempestade extrema. "Fiquei apavorado. Parecia que o mundo ia acabar", resumiu o morador.

