Morador de Apucarana preso após mega-assalto era especialista em explosivos, diz polícia do Paraguai
Rapaz de 23 anos é apontado como peça-chave de quadrilha; em vídeo gravado após prisão ele negou participação no crime
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Um jovem de Apucarana de 23 anos é apontado pela Polícia Nacional do Paraguai como o especialista em explosivos de uma quadrilha que aterrorizou o país nesta semana. Ele foi preso na quinta-feira (18) em Minga Guazú, a cerca de 30 quilômetros de Foz do Iguaçu, por suspeita de envolvimento em um mega-assalto a três bancos e uma casa de câmbio ocorrido na madrugada de terça-feira (16), na cidade fronteiriça de Santa Rita.
Em entrevista ao site ABC en el Leste, o diretor-geral de Investigação Criminal, comissário-geral Marcelino Medina, afirmou que foi o apucaranense o responsável pela preparação e detonação das bombas nos cofres dos bancos GNB e Familiar, além de ter montado os artefatos que falharam no banco Ueno e na Santa Rita Câmbios.
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Durante a ação criminosa, que envolveu mais de 20 homens fortemente armados, o morador de Apucarana teria também feito um policial da 18ª Delegacia de Santa Rita de refém, obrigando-o a transmitir informações falsas pelo rádio da corporação para impedir a aproximação de reforços.
Apesar das evidências e de já acumular antecedentes no Brasil por roubo com lesão corporal, tráfico de drogas e desobediência, o rapaz negou as acusações no momento da prisão. Em declaração à imprensa local, divulgada em vídeo pela Polícia Nacional, ele afirmou não ser o autor de crimes no país vizinho e alegou que as armas encontradas na residência dele serviam apenas para proteção pessoal.
O esconderijo onde o apucaranense foi localizado abrigava um verdadeiro arsenal e equipamentos táticos. As autoridades apreenderam uma espingarda calibre 12, munições, cinco coletes balísticos com placas metálicas, toucas ninja, luvas, celulares, dinheiro e "miguelitos" — artefatos de metal usados para furar pneus de viaturas durante fugas.

No local, também foram presos uma mulher de 34 anos, sem antecedentes criminais, e um homem de 30 anos. Este último possui um extenso histórico criminal associado a facções, com mandados de prisão por homicídio, incluindo o latrocínio de um operador de câmbio de 74 anos ocorrido no ano passado, além de ser investigado por planejar a execução de um promotor argentino em 2020.
O mega-assalto é considerado um dos maiores da história do Paraguai. A quadrilha, que testemunhas relataram se comunicar em português, incendiou veículos para bloquear os acessos ao município de Santa Rita e roubou armamentos da polícia. As apurações conjuntas, que contam com o apoio do Comando Tripartite, investigam a ligação direta do bando com facções criminosas brasileiras. Antes da captura do especialista em explosivos e de seus comparsas em Minga Guazú, as autoridades paraguaias já haviam detido outros dois suspeitos na cidade de Emboscada na quarta-feira (17), dando sequência às diligências para desarticular toda a rede logística do grupo e recuperar os milhões levados das instituições financeiras.
