Lucas Leugi questiona dispensas de licitação em Apucarana
Lucas Leugi aponta 154 contratos emergenciais e pede explicações
TNOnline TV
O vereador Lucas Leugi (PSD) questionou, na sessão de segunda-feira (18), o uso de dispensas de licitação pela Prefeitura de Apucarana. Segundo o parlamentar, entre os anos de 2025 e 2026, o Executivo municipal realizou 154 contratações através deste mecanismo, que deveria ser restrito a casos de urgência. Entre as compras emergenciais estão itens como alho, extrato de tomate, flores e serviços paliativos de pavimentação.
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Um dos pontos de maior destaque na denúncia do vereador é a aquisição de gêneros alimentícios pela Autarquia Municipal de Educação. Leugi apontou um contrato emergencial de R$ 39 mil para a compra de alho, justificado pela administração por um consumo acima do planejado. O parlamentar destacou que, no ano passado, o município já havia gasto R$ 201 mil com o mesmo produto.
Ainda na área da Educação, o vereador alertou para a compra de extrato de tomate na mesma licitação do alho. A empresa vencedora, de Maringá, possui restrições legais. "Essa empresa, por exemplo, ela tem uma certidão que ela não pode contratar com o município de Maringá. Sabem por quê? Porque em Maringá, os donos foram presos por conta de fraude em licitação e simulação de lances", disse Leugi, lembrando que os crimes teriam ocorrido durante a pandemia.
O parlamentar também questionou os critérios de urgência utilizados em outras secretarias. Ele citou gastos de R$ 51 mil com locação de espaço e flores, R$ 64 mil em caixas para uniformes escolares, além de R$ 44 mil em brindes para a Secretaria da Mulher.

Os problemas de infraestrutura em dias de chuva também foram alvo de críticas. Referindo-se aos recentes danos no Jardim Veneza, Leugi afirmou que a raiz do problema está na falta de galerias pluviais na rua Carlos Santini Neto. Ele criticou as medidas paliativas adotadas pela prefeitura, especificamente a aplicação de piche sobre o asfalto danificado.
De acordo com o vereador, o serviço é ineficaz e de baixa durabilidade. "Tem um lugar da cidade que foi passado há menos de um mês e já não tem mais o piche, já não tem mais o asfalto, já não tem mais nada", relatou.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Apucarana e aguarda posicionamento sobre as declarações do vereador.
