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Lucas Leugi cobra explicações sobre Cemsa; família de diretor rebate

Sessão ordinária de quarta-feira (22) aprova pedidos de informações e acesso a câmeras; familiares dizem que denúncias são "inverdades"

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A Câmara Municipal de Apucarana aprovou, na sessão ordinária realizada na noite desta quarta-feira (22), requerimentos que cobram explicações e convocam Fernando Felippe — diretor do Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa) preso na última semana sob suspeita de maus-tratos — para prestar esclarecimentos ao Legislativo. Enquanto os vereadores pressionam por respostas e acesso a imagens de segurança, a família do diretor nega veementemente as acusações, alegando perseguição política e destacando o grave impacto psicológico do caso.

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O vereador Lucas Leugi (PSD), autor de parte das cobranças, explicou que as medidas tomadas pela Casa são uma resposta direta à crise instaurada no canil municipal. Durante a entrevista, o parlamentar chegou a ser interrompido e cobrado por pessoas presentes, elevando o tom da discussão.

Segundo Leugi, além da convocação, o Legislativo busca acesso aos registros em vídeo do local. "Um requerimento relacionado à autorização de protetores de animais para entrar ou sair do canil, pedimos o circuito interno das câmeras para ver quem atuou ou não numa filmagem que aconteceu lá", explicou.

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Ele confirmou ainda que o próprio diretor manifestou o desejo de falar aos vereadores. "Isso é regimental, está no regimento interno, é uma atribuição do vereador, nós estamos fazendo aqui o nosso papel", completou.



							Lucas Leugi cobra explicações sobre Cemsa; família de diretor rebate
AutorSessão ordinária realizada na noite desta quarta-feira (22) - Foto: Louan Brasileiro/TNOnline


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Família aponta perseguição

Presente na Câmara com familiares e amigos, o ex-vereador Mario Felippe, pai do diretor do Cemsa, rechaçou as acusações de maus-tratos. Ele argumenta que a operação ocorreu no momento em que seu filho saía de férias e garante que existem documentos que comprovam sua inocência.

"Os laudos que apresentam que não houve maus-tratos. O laudo é muito claro, essa situação toda está acontecendo é uma inverdade", defendeu Mario. "Porque ele é uma pessoa responsável, idônea, íntegro, ele ama os animais."

O ex-vereador confirmou o desejo do filho de esclarecer os fatos na Câmara, ressaltando, porém, que a autorização final não depende apenas dele, mas possivelmente de autoridades como o secretário da pasta ou o prefeito.

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Além do imbróglio jurídico e político, Mario Felippe relatou as consequências drásticas do episódio para a saúde mental da família e a necessidade de ajuda financeira para custear a soltura do diretor.

"Consequências graves. O Felipe não tá bem. Nós tivemos que levar ele para um psicólogo. O meu neto também. E minha esposa também", desabafou.

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