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MORADOR DE APUCARANA

Homem transfere R$ 2,6 mil por engano e recebedor se recusa a devolver

Vítima tentava pagar salário de funcionário em Apucarana; caso foi registrado pela polícia como apropriação indébita

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Homem transfere R$ 2,6 mil por engano e recebedor se recusa a devolver
Autor Apucaranense enviou Pix para a pessoa errada e não conseguiu recuperar o valor - Foto: Geraldo Bubniak

Um morador de Apucarana, no norte do Paraná, teve um prejuízo de mais de R$ 2,6 mil após cometer um erro durante uma transferência bancária. O caso ocorreu na noite desta quinta-feira (7) e foi registrado pela Polícia Militar (PM) no Residencial Interlagos.

-LEIA MAIS: Briga de casal termina com agressões e golpe de faca em Apucarana

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Segundo o relato da vítima, o dinheiro, no valor exato de R$ 2.613,06, era destinado ao pagamento de um funcionário. No entanto, ao utilizar a ferramenta Pix, o homem digitou o código de área (DDD) errado. Como a chave era um número de telefone, a quantia foi parar na conta de um desconhecido.

Ao perceber o equívoco, o pagador entrou em contato imediatamente com o dono da linha telefônica que recebeu o crédito. Em um primeiro momento, o destinatário confirmou que o dinheiro havia entrado em sua conta, mas afirmou que a própria vítima deveria resolver a situação e pedir o estorno diretamente ao banco.

O morador então procurou o gerente de sua agência bancária, que explicou que o estorno automático não seria possível. A orientação legal é que a pessoa que recebeu o dinheiro por engano faça a devolução de forma voluntária, agindo de boa-fé.

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A situação, porém, tomou outro rumo quando a vítima ligou novamente para o destinatário para explicar a orientação do gerente. Na segunda conversa, a pessoa mudou a versão, negou ter recebido qualquer valor e chegou a enviar uma captura de tela (print) do aplicativo bancário mostrando que não havia dinheiro na conta.

Como o extrato bancário do pagador comprova que a transação foi concluída e o dinheiro efetivamente caiu na conta do destinatário errado, a vítima acionou a polícia para registrar o fato. O boletim de ocorrência servirá como base para que o morador adote as medidas judiciais cabíveis para reaver a quantia, já que a recusa em devolver um dinheiro recebido por engano configura crime de apropriação indébita.


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