História publicada pelo TNOnline inspira "adoção legal" de cão comunitário em Apucarana
Moradores de um condomínio no Jardim Espanha decidiram levar à assembleia a proposta de oficializar o vira-lata Max como mascote comunitário
A história de Biguaçuzinho, o simpático vira-lata caramelo que conquistou os moradores de um condomínio no Jardim Marabá, em Apucarana (PR), está inspirando uma nova iniciativa de adoção comunitária em um residencial no Jardim Espanha, também localizado no município. Após a repercussão da adoção de Biguaçuzinho, a médica Tatiana Nable Elias Sacchelli, de 45 anos, decidiu buscar a oficialização do cãozinho Max como mascote do condomínio onde mora.
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Max, um cão sem raça definida (SRD) de pelagem preta e caramelo, apareceu em dezembro de 2025. Segundo Tatiana, o animal, então um filhote muito magro e doente, passou por baixo do portão de entrada e se abrigou na garagem da sua casa, a última do condomínio. Sensibilizada com a situação do cãozinho, a médica iniciou os cuidados, oferecendo água e comida. "Depois disso, ele nunca mais foi embora. Ele é muito dócil e bonzinho. Aqui no condomínio, têm umas 35 crianças e como eram férias, elas estavam todas na rua. E o Max, que era um filhote, ficava brincando junto, correndo. No começo, quem adotou o cachorro mesmo foram as crianças", comentou.
Apesar de Tatiana arcar com as despesas de Max, que tem cerca de um ano de idade, o animal circula livremente por outras casas, recebendo carinho e alimentação de diversos vizinhos. "Ele anda durante todo o dia e à noite ele volta. A grande maioria do condomínio gosta muito dele. Então, ele tem uma casa onde a dona compra bolacha. Tem uma outra casa que tem um menino que não tem cachorro, aí ele fica um pouco lá com ele, brinca. Tem uma outra casa que ele gosta muito de uma cadela, aí ele entra todos os dias para brincar. Têm várias casas que fazem parte do dia a dia dele e ele vai entrando", disse.
Essa rotina de convívio comunitário motivou a médica a buscar a oficialização do cachorro, após conhecer a história de Biguaçuzinho e a lei estadual do Paraná de 2012, que reconhece a figura do cão comunitário, animais que vivem em espaços de uso coletivo e recebem cuidados compartilhados. "Depois que eu vi a matéria do TNOnline e vi que existia essa lei, eu, e todos que são a favor, pedimos para incluir a pauta do Max ser adotado como um cachorro comunitário na assembleia do condomínio", afirmou. Segundo a médica, a votação deve ocorrer em breve.