Greve dos Correios: 8 carteiros aderem à paralisação em Apucarana
Movimento nacional entrou na segunda semana e dissídio coletivo será julgado na segunda-feira (21)

A greve dos funcionários dos Correios, que entrou na segunda semana nesta sexta-feira (18), também tem adesão em Apucarana. Na cidade, oito carteiros aderiram à paralisação, enquanto parte dos demais funcionários segue trabalhando normalmente. A informação foi confirmada por Elisabete Ortiz, conhecida como Betinha, secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Paraná (Sintcom-PR).
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“A greve teve início, a gente fez a deflagração de greve na Assembleia do dia 10 em todo o Paraná, mas também em todo o Brasil. No dia 11 a gente já teve um engajamento grande e a greve foi crescendo durante todos os outros dias, foram aderindo mais trabalhadores”, afirmou Betinha.
Segundo a dirigente sindical, a paralisação ocorre durante as negociações do acordo coletivo de trabalho, que, de acordo com ela, vêm sendo discutidas com a empresa desde julho.
Betinha afirma que os trabalhadores rejeitaram propostas que, na avaliação do sindicato, representam perdas importantes no acordo coletivo. Entre os pontos citados por ela estão mudanças no plano de saúde, reajuste salarial e a jornada de trabalho aos domingos.
“A empresa fez proposta de retiradas importantes do nosso acordo coletivo, como o nosso plano de saúde, ofereceu reajuste zero, só a reposição da inflação. Também propôs a retirada do domingo como jornada extraordinária para poder convocar os trabalhadores para trabalhar os domingos sem pagar hora extra e vários outros pontos importantes do nosso acordo coletivo que ela está propondo de retirar”, disse.
De acordo com Betinha, trabalhadores de Apucarana participam da mobilização desde o início. A dirigente, porém, não informou quantos funcionários da unidade aderiram à greve. “Apucarana também participa da greve. Temos o pessoal mobilizado lá e em greve desde o primeiro dia”, afirmou.
A paralisação ocorre em âmbito nacional. Segundo o sindicato, 36 entidades sindicais aprovaram a deflagração da greve.
Reflexos nas entregas
A dirigente sindical também afirma que a paralisação já provoca reflexos na movimentação de cargas e pode resultar em atrasos na entrega de correspondências.
Segundo Betinha, houve fechamento de portões em unidades do Paraná e de São Paulo, além de mobilização em Salvador. Ela afirma que a interrupção da circulação de cargas pode afetar o fluxo de encomendas e correspondências em diferentes regiões do país.
“Isso teve impacto também na entrega, provavelmente a carga vai sofrer atraso, as correspondências vão sofrer atraso na entrega, porque também São Paulo fechou os portões, os caminhões não saíram, Salvador também fez ocupação do prédio, então a carga está parada no Brasil todo”, relatou.
Ainda conforme a representante sindical, a greve é por tempo indeterminado e conta com trabalhadores parados em diferentes unidades.
Entre os principais pontos de divergência está o CorreiosSaúde. Os sindicatos contestam mudanças propostas pela empresa na gestão do plano e afirmam que elas podem aumentar os custos para trabalhadores, aposentados e dependentes.
Na questão salarial, Betinha afirma que a proposta apresentada inicialmente pela empresa previa apenas a reposição da inflação. Os sindicatos rejeitaram a proposta inicial da direção da empresa, que ofereceu reajuste de 0,87% . A categoria reivindica recomposição das perdas inflacionárias e ganho real, além da manutenção de benefícios e direitos previstos no acordo coletivo.
O impasse entre os trabalhadores e a empresa será analisado pela Justiça do Trabalho. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30, no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A decisão deverá analisar os pontos que permanecem sem acordo entre os Correios e os representantes dos trabalhadores, incluindo as reivindicações econômicas e as questões relacionadas ao acordo coletivo e ao plano de saúde.









