Grávida de 15 anos é espancada pela mãe e polícia descobre ponto de drogas em Apucarana
Três homens que participaram das agressões à adolescente e à avó dela foram presos em flagrante por tráfico

Uma adolescente grávida de 15 anos e sua avó, de 67, foram alvos de agressões em Apucarana. O caso, que começou como violência doméstica, desdobrou-se em uma operação policial que desarticulou um ponto de venda de entorpecentes e terminou com três homens presos no domingo (18).
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A violência teve início na última quinta-feira (15), quando a jovem contou à mãe, de 36 anos, sobre a gravidez. Descontrolada, a mulher passou a agredir a filha com um cabo de carregador de celular enquanto a vítima tomava banho. A adolescente sofreu chutes, joelhadas e teve a cabeça batida contra a parede. Durante o episódio, a mãe ainda chamou três homens que dividiam o imóvel com elas para humilhar a jovem, expondo-a nua aos moradores.
No dia seguinte, a vítima fugiu para a casa da avó, no Solo Sagrado. No entanto, o imóvel foi invadido pela mãe e pelos mesmos três indivíduos, que agrediram ambas com tapas e chutes, além de ameaçá-las de morte caso procurassem a polícia. No domingo, as vítimas buscaram socorro em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Devido às dores na costela e ao risco à gestação, a adolescente precisou ficar em observação.
Como a jovem relatou que a irmã mais nova, de 9 anos, continuava morando com a agressora em um ambiente de intensa movimentação de drogas, o Conselho Tutelar foi acionado. Com o apoio de equipes da Polícia Militar, as autoridades foram até o endereço da mãe para checar as condições da criança.
Ao perceberem o cerco policial no imóvel, os homens tentaram fugir pulando a janela dos fundos, mas foram contidos. Durante as buscas na casa, os policiais apreenderam porções de crack e cocaína, mais de 100 embalagens vazias usadas para fracionar drogas, uma balança de precisão, dinheiro trocado e celulares.
Os três suspeitos — de 20, 22 e 23 anos — foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia de Apucarana. Na unidade policial, um deles assumiu ser o dono das drogas. Apesar do flagrante de tráfico no imóvel e do histórico recente de violência, o Conselho Tutelar avaliou a situação e decidiu manter a criança de 9 anos sob os cuidados da mãe. As polícias Civil e Militar acompanham os desdobramentos legais do caso.
