Fórum Eleitoral lota no último dia para emissão e regularização do título
Muitos jovens compareceam ao local para fazer o documento e, assim, poder votar em outubro
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O Fórum Eleitoral de Apucarana registrou grande movimentação nesta quarta-feira (6) no último dia do prazo para solicitar a emissão do primeiro título de eleitor, transferir o domicílio ou regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral. Muitos jovens aproveitaram para garantir o documento e, assim, participar das eleições de outubro. A partir desta quinta-feira (7), o sistema será bloqueado em todo o país, permanecendo indisponível até novembro. Veja o vídeo acima
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A chefe de cartório do Fórum Eleitoral de Apucarana, Andrea Silva Milanin, garantiu que todos que chegarem dentro do horário de expediente não ficarão sem o serviço. "Já foram emitidas hoje (nesta quarta-feira) pouco mais de 400 senhas. O cidadão que comparecer ao Fórum Eleitoral até as 18 horas e retirar sua senha será atendido ainda hoje", explicou.
O encerramento do cadastro cumpre a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que proíbe alterações nos 150 dias que antecedem o pleito. A chefe de cartório ressalta a rigidez da data. "Esse é um prazo legal, previsto em lei, que o cadastro eleitoral fecha 150 dias antes da eleição. Esse prazo não é prorrogável", afirmou.
A chefe de cartório lembra as consequências de ignorar o prazo de hoje. "O eleitor que está com o título cancelado, por não ter colhido a biometria em 2015 ou por não ter votado nas três últimas eleições, não vai conseguir votar no dia 4 de outubro", detalhou Andreia.
Muitos adolescentes aproveitaram o último dia para garantir a participação na primeira eleição de suas vidas, enxergando o documento como uma ferramenta de mudança e representatividade.
Para a estudante Maria Gabriela Khun Vilas Boas, de 17 anos, o foco é a diversidade na política. "Através do meu voto eu quero principalmente aumentar o número de mulheres em altos cargos políticos. Então, eu tenho que fazer a minha parte", disse. O irmão gêmeo, Rafael Khun Vilas Boas, pretende exercer o seu direito de voto e escolher alguém com ideias parecidas com as dele. "Acho muito importante ter um presidente que eu me identifique assim".
Ele reforça que a família teve um papel central nessa decisão. "Desde muito cedo a gente tem muito contato com política, que é algo muito falado na nossa casa", disse.
João Guilherme Reis Carrilho, de 16 anos, também destacou a influência familiar. "A minha família sempre me incentivou a batalhar pelo que eu penso e para defender minhas ideias. Eu acho que votar é uma forma de colocar isso em prática".
Já Guilherme Marheus da Conceição, de 18 anos, destaca a importância do voto. "É o voto de cada um que elege a pessoa que vai governar nosso país e o nosso futuro", disse.
A ausência do título regularizado não apenas impede o cidadão de ir às urnas, mas gera bloqueios na vida civil, como a impossibilidade de tirar passaporte, emitir carteira de identidade, matricular-se em instituições de ensino públicas e tomar posse em concursos públicos.
Foi o receio de ficar irregular que levou Gustavo Henrique da Conceição, de 22 anos, ao Fórum Eleitoral. Ele foi avisado de forma digital pelo Tribunal. "Recebi uma mensagem do TSE pelo WhatsApp", contou o eleitor, que reconhece o peso da regularização. "Eu acho importante, porque votando eu posso encaminhar talvez o Brasil para um caminho melhor."