“Foram muitas facadas”, diz delegado sobre homicídio em Apucarana
Local do homicídio já é alvo frequente de ocorrências e preocupa autoridades de segurança pública
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A Polícia Civil de Apucarana investiga o homicídio de um homem de 44 anos, esfaqueado na madrugada de domingo (3) nas dependências de um antigo frigorífico abandonado, na Avenida Minas Gerais, no Parque Bela Vista. A vítima, identificada como Hamilton Zanon Neto, chegou a ser socorrida, mas morreu após dar entrada no Hospital da Providência.
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Segundo o delegado adjunto da 17ª Subdivisão Policial (SDP), André Garcia, o inquérito foi instaurado e as primeiras diligências já estão em andamento. “As equipes estão em campo e acreditamos que em breve teremos novidades sobre a identificação do autor”, afirmou.
De acordo com as informações apuradas até o momento, a vítima foi atingida por diversos golpes de faca. A linha inicial de investigação aponta para uma possível briga envolvendo usuários de drogas. “Foram muitas facadas, e há indícios de que o autor também possa ter sido ferido, o que reforça a hipótese de confronto”, explicou o delegado.
O suspeito foi descrito como um homem de pele clara, alto e de compleição física robusta. Testemunhas relataram que ele fugiu do local com manchas de sangue pelo corpo. Até o momento, no entanto, ele não foi localizado.
A Polícia Civil destaca que a apuração enfrenta dificuldades, principalmente pela ausência de testemunhas formais. “Em casos envolvendo usuários de drogas, é comum que as pessoas não queiram prestar depoimento. Muitas informações chegam de forma anônima, e nosso trabalho é transformar isso em elementos consistentes dentro do inquérito”, pontuou Garcia.
O delegado também chamou atenção para o local onde o crime ocorreu. O antigo frigorífico, hoje abandonado, tem sido cenário recorrente de ocorrências policiais. “É uma propriedade privada que acaba gerando um problema público. O espaço se tornou ponto de encontro de usuários de drogas e prática de crimes, especialmente contra o patrimônio”, destacou.
Segundo ele, apesar de operações frequentes da Polícia Militar e da própria Polícia Civil na região, o controle da área é difícil devido à extensão do imóvel e à grande circulação de pessoas. A proximidade com a saída para Arapongas também favorece a presença de usuários de outras cidades.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar e prender o autor do crime. O caso também reforça o debate sobre a necessidade de medidas em relação a imóveis abandonados que acabam impactando diretamente a segurança pública da cidade.