Estudantes se preparam para o 7 de Setembro em Apucarana; veja
No Colégio Estadual Cívico-Militar Padre José Canale fanfarra de trinta integrantes é uma das atrações do desfile
Entre as 90 instituições que vão passar pela Avenida Curitiba na próxima segunda-feira (7), no desfile cívico da Independência, está o Colégio Estadual Cívico-Militar Padre José Canale, em Apucarana. Nos últimos dias, a instituição realizou seus últimos ensaios gerais para ajustar o passo e o toque e a sintonia da fanfarra, que é o 'coração' do desfile. O objetivo é garantir que toda a preparação das últimas semanas seja refletida na avenida.
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Para a diretora do colégio, Dalciana Dzioba Marques, a apresentação é uma vitrine para a dedicação dos estudantes. "A expectativa é de que nossos alunos façam bonito. Estamos ensaiando já há algumas semanas para mostrar essa força da educação e o protagonismo dos nossos estudantes também, pois esse é um momento muito importante para mostrarmos todo o nosso trabalho do Colégio Cívico-Militar para toda a comunidade, para toda a nossa cidade", afirma.

O desfile deste ano contará com aproximadamente 30 alunos na fanfarra, além da guarda-bandeira, das bandeirolas e de três pelotões formados por estudantes. O monitor militar da escola, cabo da Paz, de 58 anos, explica que o formato da apresentação segue rigorosamente as diretrizes da instituição. "Nossa escola agora segue, na questão do desfile, uma disciplina militar. Então, o nosso desfile da escola aqui é também um desfile militar", ressalta o monitor, destacando que o esforço compensa ao fim do evento. "A gente vê que valeu todo o nosso empenho, todo o nosso trabalho juntamente com os alunos."
Além da disciplina, a musicalidade desempenha um papel fundamental no desenvolvimento dos jovens. Antônio Carlos, de 46 anos, instrutor da fanfarra, pontua que a atividade vai muito além da marcha. "A gente faz uma variação rítmica bem interessante dentro da cadência da marcha. Esse programa é interessante para a escola porque trabalha contra a evasão escolar, e também pelo contato dos alunos com a música, que é o primeiro contato deles", explica. Segundo ele, o aprendizado começa do zero, mas deixa marcas duradouras: "Isso aí se leva para a vida inteira, não vão se esquecer tão rápido dessa passagem aqui".
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Na prática, a dedicação é sentida por quem carrega os instrumentos e os símbolos da escola. Evelyn Caroline Torres de Castro, de 15 anos, atua na guarda-bandeira há quatro anos e não esconde o nervosismo, mesmo em seu quinto desfile. "A gente fica ansiosa para se apresentar bem, fazer uma boa apresentação. É muita disciplina, muito esforço, para a gente chegar aonde a gente quer", relata.
Já para Emily Caroline Araújo de Souza, de 17 anos, que está há dois anos na fanfarra, a escolha do instrumento foi decisiva para sua paixão pelo projeto. "O primeiro contato foi com a caixa. Eu pensei em ir para o bumbo, para o surdo, mas aí eu me apaixonei pela caixa e fiquei na caixa mesmo", conta a aluna, revelando que a maior dificuldade nos ensaios é a troca de toques, obstáculo rapidamente superado pela prática.
