Engenheiro explica situação da Catedral de Apucarana após temporais; saiba mais
Eden Corbacho garante que estrutura principal está intacta e detalha monitoramento da umidade no forro de gesso para a segurança dos fiéis

A interdição temporária da Catedral Basílica Menor Nossa Senhora de Lourdes, em Apucarana, gerou preocupação na comunidade católica após os fortes temporais que atingiram a cidade. Para esclarecer os reais danos sofridos e os próximos passos para a reabertura total do templo, prevista para sábado (10), o engenheiro civil Eden Corbacho, que acompanha os reparos, detalhou a situação da estrutura durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (06).
-LEIA MAIS: Catedral de Apucarana será reaberta neste sábado (10)
Corbacho, que possui experiência com outros templos religiosos no município, foi acionado na terça-feira da semana passada, no dia 29, logo após os primeiros estragos, para realizar uma vistoria no local. Segundo ele, a parte mais crítica, que envolve a segurança estrutural do edifício, não foi comprometida. "Tivemos acesso à cobertura [...] e, estruturalmente, em termos de tesouras, estruturas de madeira e alvenaria, concreto, está perfeito", garantiu o engenheiro.
O maior desafio, no entanto, está relacionado ao acúmulo de água no interior da igreja, provocado pelas chuvas que se seguiram ao destelhamento parcial. "O que nós tivemos provocado pela chuva foi a umidade no gesso. Esse forro de gesso ele é estuque, é um material muito poroso, com alto grau de absorção. Então é isso que está impossibilitando a liberação do uso da Catedral", explicou Corbacho. O estuque é uma argamassa feita de gesso, cal e areia, muito utilizada em decorações, mas que pode se tornar pesada e instável quando encharcada.
Para garantir que não haja risco de desabamento de partes do forro, a Diocese contratou uma empresa especializada para monitorar a umidade do material. Uma primeira medição foi realizada no último sábado (02) e um laudo preliminar confirmou que a estrutura, embora úmida, não apresenta risco iminente de colapso. No entanto, a lentidão no processo de secagem, agravada pela alta umidade do ar e pela continuidade das chuvas, exige cautela.
"Com a chuva continuando e a umidade relativa do ar muito alta, isso dificulta a secagem. Então essa restrição de uso está por um zelo muito grande que a Diocese está tendo com seus fiéis, para que não se tenha risco nenhum para que a liberação seja total", destacou o engenheiro. Para que a Catedral possa ser totalmente liberada e voltar a receber missas e outros eventos com segurança, uma nova etapa de testes será realizada.
"Isso vai ser necessário para que isso aconteça. É necessário que essa empresa, esse laboratório, ele retorne aqui em Apucarana na sexta-feira, faça novas medições e seja feito esse acompanhamento", acrescentou Corbacho. Enquanto isso, a igreja segue fechada para visitação. No entanto, os casamentos marcados para o próximo sábado (10) acontecerão em meio às obras de reparo, mas com segurança garantida para os presentes.
