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REPAROS APÓS TEMPORAL

Em 7 dias, ao menos 10 pessoas já fraturaram crânio ou coluna em Apucarana ao cair do telhado

Acidentes com moradores reparando imóveis após o temporal do dia 21 tem sido recorrentes; muitos com ferimentos graves

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Em 7 dias, ao menos 10 pessoas já fraturaram crânio ou coluna em Apucarana ao cair do telhado
Autor Técnico trabalha na remoção de árvore que atingiu casa em Apucarana - Foto: Arquivo

Após o forte temporal que atingiu Apucarana (PR) na última segunda-feira (21), o número de pessoas hospitalizadas após sofrer fraturas no crânio ou na coluna cervical devido a quedas de plano elevado tem preocupado as autoridades.

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Segundo o médico neurocirurgião Gustavo Jun Osugue, desde o dia 21 até este sábado (26), ao menos 10 pacientes deram entrada no Hospital da Providência com ferimentos graves, como fraturas no crânio ou na coluna. Conforme o médico, todos se acidentaram enquanto tentavam reparar telhados danificados pela tempestade.

“Devido à chuva está muito frequente queda de telhado com traumas no crânio e fratura de coluna”, afirmou o médico ao TNOnline.

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Os internamentos envolvem casos de ferimentos graves, a maioria com necessidade de intervenção cirúrgica.

Osugue destaca que é necessário que os moradores sejam orientados acerca de como proceder em casos que necessitem de manutenção no telhado, para que sejam evitados acidentes graves.

"Precisamos alertar a população sobre os riscos de se fazer esse serviço sem os equipamentos, sobretudo de segurança e proteção invdividual, além da habilidade necessária", pontua.

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Durante o evento climático, houve uma forte chuva de granizo, somada a ventos de mais de 125 km/h, que deixou imóveis destelhados e provocou danos em coberturas, como telhas quebradas, perfuradas ou arrancadas, além de outros danos estruturais.

Após o temporal, muitos moradores iniciaram os reparos. Ao longo da semana, era possível encontrar pessoas sobre telhados em diferentes regiões da cidade, instalando lonas provisórias ou consertando estruturas danificadas. Nesse período, também foram registrados acidentes, principalmente quedas de plano elevado e quedas de mesmo nível.

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Bombeiros orientam moradores durante reparos

Com cerca de 5 mil imóveis danificados pelo temporal, o Corpo de Bombeiros orienta os moradores a evitar trabalhos em telhados durante chuva ou vento e a avaliar as condições da estrutura antes de subir.

Segundo a capitã do Corpo de Bombeiros, Ana Paula Zanlorenzi, o primeiro cuidado é esperar a estabilização do tempo.

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“A primeira orientação é sempre aguardar que o tempo estabilize. É preciso esperar passar o período de chuva e de vento, porque, nessas manutenções, o telhado fica bastante escorregadio, favorecendo o risco de queda”, explicou.

Mesmo depois que a chuva passa, as telhas e outras partes da cobertura podem ter sido comprometidas pelo vento. Por isso, a orientação é verificar cuidadosamente os pontos de apoio.

“É preciso ter atenção e cuidado onde vai pisar para evitar uma queda em virtude do rompimento ou da quebra da telha. Esse ponto de apoio é bem importante”, destacou a capitã.

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Fiação também exige atenção

A rede elétrica danificada é outro risco durante os reparos. Fios podem ter sido rompidos e permanecer caídos ou pendurados próximos às casas.

“Muitas vezes, as pessoas podem subir aos telhados para fazer essas manutenções e se deparar com fios elétricos que foram rompidos, que estejam caídos ou pendurados. É importante ter esse cuidado para evitar o risco de um choque elétrico”, alertou Ana Paula.

Segundo ela, não é necessário tocar diretamente no fio para ocorrer uma descarga.

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“Dependendo da proximidade desse fio, já temos a situação que chamamos de arco voltaico. Então a pessoa já pode receber uma descarga elétrica”, explicou.

Equipamentos ajudam a reduzir os riscos

A capitã também orienta o uso de equipamentos de proteção, como calçados com solado antiderrapante, luvas e capacete. O objetivo é reduzir o risco de escorregões, cortes e lesões em caso de queda.

“Caso essa pessoa venha a ter uma queda, a utilização desses equipamentos, especialmente do capacete, pode reduzir danos considerados mais graves”, afirmou.

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Outra recomendação é não realizar o serviço sozinho. A presença de outra pessoa permite que o socorro seja acionado rapidamente em caso de acidente.

“Caso seja necessário algum tipo de socorro, outra pessoa já pode fazer isso, ligar para o telefone 193 do Corpo de Bombeiros de forma bastante imediata”, orientou

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