Dupla suspeita de participar de latrocínio no Belvedere é presa pela Polícia Civil de Apucarana
Ação ocorreu nos bairros Mathias Hoffman e Parque Bela Vista; outros três membros do grupo já haviam morrido em confronto com a PM
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A Polícia Civil de Apucarana cumpriu na última terça-feira (26) mandados de prisão e de busca e apreensão contra um homem e uma mulher investigados pelo latrocínio (roubo seguido de morte) de um idoso de 82 anos. O crime ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2026 e chamou a atenção pela extrema violência empregada contra a vítima.
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As prisões ocorreram nos bairros Mathias Hoffman, onde um dos suspeitos foi detido dentro de casa, e no Parque Bela Vista, onde os policiais realizaram campana até a chegada do segundo investigado. Segundo o delegado responsável pelo caso, a dupla apresentou versões incompatíveis com as provas já reunidas pela investigação. Durante as buscas, novos elementos foram apreendidos e devem auxiliar na conclusão do inquérito policial. Pelo menos um dos presos já possuía antecedentes criminais.
A identificação e prisão do casal é um desdobramento direto de uma investigação mais ampla sobre uma quadrilha violenta que atuava na região. O delegado Marcus Rodrigues detalhou como ocorreu a elucidação do caso.
“Na terça-feira, a Polícia Civil cumpriu ordens judiciais expedidas pelo Poder Judiciário de Apucarana no âmbito da investigação sobre o latrocínio ocorrido em 25 de fevereiro de 2026, que teve como vítima o senhor Moisés, de 82 anos. Na ocasião, ele foi agredido pelos autores do crime. Há relatos de que sofreu agressões com coronhadas”, afirmou o delegado.

Conexão com confronto fatal
As investigações apontaram que a mesma rede criminosa continuou agindo após a morte do idoso. Em março, o grupo realizou um novo roubo a uma residência, onde um casal de idosos foi agredido gravemente, resultando em hospitalização por suspeita de lesão no baço.
Logo após esse segundo crime, a Polícia Militar interceptou parte da quadrilha. O confronto com equipes da Agência de Inteligência e da Rotam terminou com três suspeitos mortos. No entanto, a Polícia Civil manteve as diligências para desarticular os braços de apoio logístico e participação indireta nos crimes.
“As investigações também avançaram a partir da atuação da Polícia Militar. O mesmo grupo teria praticado outro roubo na sequência e, após esse crime, dois suspeitos envolvidos no latrocínio entraram em confronto com equipes policiais. Armas de fogo foram apreendidas durante a ação. Três indivíduos morreram no confronto com a Polícia Militar, mas a Polícia Civil já trabalhava com a informação de que havia outros envolvidos no latrocínio, ocorrido antes desse episódio”, explicou Marcus.
Os dois presos na operação recente foram encaminhados à cadeia pública local. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para avaliar o nível exato de participação do homem e da mulher no latrocínio e identificar se há outros envolvidos na organização criminosa.
