Delegado vai rastrear origem da arma encontrada com corpo de jovem em Apucarana
Autoridades buscam identificar quem vendeu arma ao rapaz e apurar se houve instigação ao ato extremo
A Polícia Civil de Apucarana, norte do Paraná, quer rastrear a origem da arma com numeração raspada localizada junto com o corpo de um jovem de 25 anos encontrado morto na madrugada desta quarta-feira (26) no Jardim Trabalhista. Os indícios iniciais apontam para suicídio, contudo, as autoridades buscam identificar quem vendeu a arma ao rapaz e apurar se houve instigação ao ato.
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Em entrevista coletiva, o delegado André Garcia informou que a ocorrência começou por volta das 2h da madrugada, quando um morador acionou a Polícia Militar após avistar um veículo estacionado com uma pessoa ferida no interior. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado ao local e constatou o óbito.
De acordo com ele o jovem apresentava perfurações de entrada e saída no crânio, e o vidro do carro também foi atingido por disparos. "Em sua mão havia um revólver, uma arma de fogo calibre 38", detalhou.
A investigação inicial aponta que a vítima estava sozinha. Momentos antes do ocorrido, a namorada do rapaz havia contatado a polícia para alertar sobre mensagens em que ele cogitava tirar a própria vida. "Ela prestou declaração e nos disse que ele vinha tendo um quadro de depressão, algo nesse sentido, mas que não tinha problemas com drogas e não estava sendo ameaçado", explicou o delegado. Pais da vítima foram poupados dos depoimentos iniciais devido ao luto.
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O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio da 17ª SDP, onde passará por perícia, assim como a arma encontrada. A Polícia Civil foca agora na origem do revólver e a possibilidade de interferência de terceiros.
"Um fato que nos chama a atenção é que a arma de fogo é provavelmente com os sinais identificadores raspados, adulterados", afirmou Garcia. Além disso, a polícia não descarta o enquadramento no Código Penal. "Ainda que de fato ele tenha optado pelo próprio extermínio, é possível que alguém de certa forma tenha incutido na mente dele esse desiderato. Queremos saber também de onde veio essa arma de fogo, quem vendeu a essa vítima", concluiu o delegado.

