Dallagnol reafirma pré-candidatura ao Senado: "Sou elegível"
Durante entrevista ao TNOnline, ex-procurador diz que pode disputar as eleições e confirma aliança da direita no Paraná
O ex-procurador da República e ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) reafirmou sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026, durante entrevista concedida no estúdio do TNOnline, em Apucarana (PR). O político detalhou sua situação jurídica, teceu duras críticas à condução econômica e ética do Governo Federal, propôs medidas para limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmou a aliança da direita no estado ao lado do senador Sergio Moro.
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Questionado sobre a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, Deltan garantiu que não há impedimentos para concorrer ao pleito deste ano e descartou a existência de um "plano B". O ex-procurador argumentou que deixou o Ministério Público sem enfrentar processos disciplinares e criticou a fundamentação da Justiça Eleitoral à época. "A decisão de 2023 que me tirou do mandato, indeferiu meu registro de candidatura, foi uma decisão para aquele pleito. Não fui declarado inelegível, não foram cassados meus direitos políticos, não estou na lista dos inelegíveis da Justiça Eleitoral. Por isso que 15 decisões de duas juízes diferentes da Justiça Eleitoral aqui do Paraná já disseram textualmente que sou elegível. Ou seja, PT, Gleisi Hoffmann, Lula, me aguentem, que, se assim quiser a sociedade paranaense, nós vamos incomodar", disse.
Caso eleito, Deltan afirmou que sua base de atuação será um pacote de dez medidas focadas na contenção de abusos do STF, combate ao crime e à corrupção. "Nós precisamos de senadores sem rabo preso e que tenham a coragem de enfrentar o que precisa ser enfrentado para colocar todo mundo do país debaixo da lei", complementou.
Economia e crítica ao Governo Federal
Na esfera econômica, Deltan projetou um cenário pessimista devido a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele previu uma severa crise fiscal nos próximos anos devido ao excesso de gastos públicos. "Esse governo colocou o Brasil na beira do precipício. Ele é irresponsável, gasta mais do que recebe", comentou. O ex-deputado ainda alertou que o país caminha para um apagão financeiro ("shutdown") em 2027 e criticou a alta carga tributária e as taxas de juros, que estariam sufocando o setor produtivo, as confecções locais e o agronegócio. Sobre o aspecto ético, ironizou o histórico do Partido dos Trabalhadores (PT): "O governo Lula vem performando muito bem quando o assunto é quebra de ética", acrescentou.
Eleições no Paraná
Para 2026, Deltan confirmou a articulação de uma chapa unindo o Novo e o Partido Liberal (PL) no Paraná. "Os dois se uniram no Paraná para construir uma fortaleza contra o PT e contra a esquerda." O desenho político estabelece Sergio Moro como pré-candidato ao governo estadual, enquanto Deltan e o deputado federal Filipe Barros (PL) disputariam as duas vagas ao Senado. Segundo o ex-procurador, a estratégia visa organizar os votos da direita e impedir a eleição de adversários políticos, citando nominalmente a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT).