Comunidade da Unespar faz vaquinha para cirurgia de cão 'reitor' do campus em Apucarana
Dinheiro arrecadado anteriormente para Protocolo, cachorro famoso por assistir as aulas, salvou a vida de outro animal
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A comunidade acadêmica da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana (PR), está mobilizada em uma campanha de arrecadação para custear a cirurgia ortopédica do cão Protocolo, carinhosamente conhecido como o "Reitor" da instituição. Ele é um dos personagens mais famosos da página do Instagram chamada de "Reitoria Canina". A meta da vaquinha é levantar R$ 2 mil para tratar uma fratura na pelve do animal, sequela de um provável atropelamento antigo. As doações de qualquer valor podem ser feitas diretamente via Pix, utilizando a chave de e-mail [email protected], vinculada à coordenadora do curso de Turismo e Negócios, Fabiane de Oliveira Domingos, idealizadora da rede de proteção animal do campus.
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O procedimento ortopédico de Protocolo precisou ser adiado no ano passado após uma emergência envolvendo outro cachorro abandonado na universidade. Os recursos que já haviam sido levantados para o "Reitor" precisaram ser redirecionados para salvar Panda, um cão preto e branco que chegou ao local magro, cambaleante e diagnosticado com cinomose. "Peguei o dinheiro da vaquinha porque não tinha condições de ver ele perdendo os movimentos. Teve risco de eutanásia", relembrou Fabiane. O animal se recuperou totalmente e acabou adotado por uma psicóloga da instituição.
Com o colega canino salvo e em um novo lar, o foco da rede de proteção voltou a ser a qualidade de vida de Protocolo. O cão de aproximadamente sete anos, famoso na cidade por circular livremente pelas salas de aula e assistir a palestras (assista ao vídeo no fim da matéria), já realizou exames de raio-x e concluiu o tratamento contra a doença do carrapato com a verba anterior, mas segue precisando da intervenção cirúrgica. "Faltou a cirurgia, porque ele está saudável. Custa cerca de R$ 2 mil. Ele manca, e eu acho que às vezes, quando ele fica meio agressivo, é por conta da dor", explicou a coordenadora.
Fabiane aproveitou ainda para reforçar o compromisso com a transparência das doações recebidas de estudantes, professores e da comunidade externa. "Tenho uma planilha com o que todo mundo doou, presto contas, tenho uma pastinha com tudo", concluiu.