Com apoio do 30º BIMec, Apucarana inicia 2ª etapa de limpeza pós-temporal
Operação de zeladoria deve durar até quatro semanas para remover galhos e resíduos acumulados
A Prefeitura de Apucarana deu início, nesta sexta-feira (2), a uma nova fase da operação de limpeza e zeladoria urbana para remover galhos, troncos, telhas e resíduos deixados pelas chuvas e ventos das últimas semanas. A ação, coordenada pelas secretarias municipais de Serviços Públicos e de Meio Ambiente, conta com o reforço do Exército Brasileiro, por meio do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec).
- LEIA MAIS: Paraná tem alerta de temporal severo na véspera das eleições, diz Simepar
A estimativa da administração pública é de que os trabalhos durem entre três e quatro semanas devido ao elevado volume de estragos causados pelo temporal do dia 21 de setembro e por tempestades posteriores. A força-tarefa exige interdições pontuais de trânsito, como no trecho da Rua Clotário Portugal, no quarteirão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde o tráfego de veículos foi temporariamente desviado para a rua de trás da unidade pública de saúde.

Outra frente de trabalho atua na área central, nas proximidades da Paróquia Santuário São José, abrangendo o trecho entre a igreja e a rotatória do Colégio São José. Regiões de grande circulação, como a Rua Miguel Simeão, também recebem atenção prioritária das equipes, que contam com veículos guinchos para recolher troncos de grande porte.
O secretário municipal de Serviços Públicos, Wendel Metta, destacou a dimensão da mobilização conjunta entre o município e o Exército. "É praticamente uma operação de guerra. Contamos aí com o apoio do Exército para colocar a cidade em ordem, essa parte da zeladoria. Essa é uma segunda etapa desse trabalho agora, que é a manutenção mesmo, a limpeza, a organização na cidade", disse o secretário.
De acordo com Wendel, a meta é mapear diariamente os pontos mais críticos para prevenir acidentes com pedestres e veículos. "Ali é uma região de movimento e tem vários galhos, troncos perigosos. Então nós vamos, a partir de hoje, mapeando esses lugares prioritários de movimento de veículos, de pessoas, para que a gente possa fazer esses locais para evitar possíveis acidentes, possíveis ferimentos às pessoas", explicou.
O impacto dos eventos meteorológicos provocou a queda de mais de 600 árvores e danificou mais de 5 mil residências na cidade, segundo levantamentos da Defesa Civil e da prefeitura. A consequência direta foi a sobrecarga dos serviços públicos de atendimento.
"Isso, foi algo que nunca aconteceu. Sem precedentes. Na Secretaria, nós recebíamos em torno de 60 protocolos por dia. Na última semana, nós já passamos de 1.200 protocolos. Então é algo muito maior do que a gente já está acostumado. Eu acredito que vai de três a quatro semanas para que a gente consiga colocar a cidade em ordem novamente na questão da zeladoria, né?", concluiu Wendel Metta.
A prefeitura mantém equipes do Pátio de Máquinas atuando continuamente e estuda a inclusão de novas frentes de trabalho ao longo dos próximos dias para acelerar a normalização do trânsito e da rotina no município.
