Com 70% das obras concluídas, Bosque de Apucarana passa por reestruturação para reabertura
Reforma inclui novos viveiros, playgrounds, adequações exigidas por órgãos ambientais e prepara o espaço para voltar a receber animais silvestres
As obras de revitalização do Bosque Municipal Mercedes da Silva Moreno, em Apucarana, atingiram cerca de 70% de conclusão. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Leandro Gustavo Pires, em entrevista ao TNOnline. A reestruturação, iniciada no ano passado, busca adequar o espaço às exigências do Instituto Água e Terra (IAT) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que o bosque recupere o licenciamento ambiental e volte a funcionar como unidade de abrigo de animais silvestres.
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Segundo o secretário, as intervenções envolvem tanto melhorias estruturais quanto novos espaços de lazer para a população (veja fotos no final da matéria). "Estamos fazendo adequações na parte civil, principalmente nos viveiros, que em sua maioria foram substituídos por estruturas novas, respeitando todas as normas técnicas para garantir mais segurança e conforto aos animais", afirmou.
Os antigos viveiros, que já tinham cerca de 30 anos de uso, estão sendo substituídos por estruturas modernas e adequadas a atual legislação ambiental. De acordo com Leandro, a mudança era necessária para aumentar a segurança e evitar problemas registrados nos últimos anos. "Tivemos situações de animais escapando. Era uma estrutura que cumpriu seu papel e precisava ser modernizada", destacou.
Além das adequações técnicas, a revitalização também contempla melhorias voltadas ao lazer. Entre as novidades está a instalação de novos playgrounds, incluindo um espaço adaptado para crianças com deficiência (PcD). Atualmente, a obra está na fase de concretagem para receber os equipamentos. "A ideia é oferecer mais opções de lazer para todas as famílias de Apucarana", afirmou o secretário.
O tradicional viveiro circular das araras, um dos cartões-postais do bosque, será preservado. Segundo Leandro, ele passará apenas por ajustes estruturais, como a instalação de um novo guarda-corpo.

Exigências do IAT e do Ibama
O biólogo responsável pelo Bosque Municipal, Rodrigo César dos Santos Vida, explicou que a maior parte das intervenções atende às normas estabelecidas pelos órgãos ambientais.
Uma das principais exigências é manter 1,5 metro de distância entre os visitantes e os viveiros, garantindo segurança para o público e bem-estar dos animais. "Essa distância impede que as pessoas consigam tocar os animais através da tela. Algumas espécies podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçadas", explicou.
Além da substituição dos viveiros e da instalação dos guarda-corpos, o projeto inclui adequações em áreas de manejo, alimentação, quarentena e um espaço destinado à avaliação inicial de animais silvestres resgatados.
Segundo Leandro, embora o bosque não funcione como hospital veterinário, a estrutura permitirá realizar uma triagem antes do encaminhamento dos animais para atendimento especializado, quando necessário. Atualmente, os casos que exigem tratamento são encaminhados ao Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, por meio de parceria com o Governo do Estado.
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Novas espécies
Após a conclusão das obras e a regularização do licenciamento, o Bosque poderá voltar a receber novas espécies de animais silvestres. "O objetivo é cumprir todas as etapas do processo legal para que possamos receber novos animais e oferecer um espaço adequado tanto para eles quanto para a visitação", disse o secretário.
Hoje, o bosque abriga espécies como macacos-prego, pavões-azuis, faisões e diversas aves, entre elas as calopsitas.
Mesmo com o espaço fechado para visitação, a rotina de cuidados com os animais não foi interrompida."O trato, a alimentação, a limpeza e o acompanhamento dos animais acontecem todos os dias, inclusive nos finais de semana e feriados", ressaltou Rodrigo.
O biólogo lembra ainda que o Bosque Municipal preserva um importante remanescente de Mata Atlântica em área urbana, com espécies nativas como palmito-juçara e guapuruvu, desempenhando um papel importante na educação ambiental do município.
Apesar do avanço das obras, a Prefeitura ainda não definiu uma data para a reabertura do Bosque Municipal. Segundo Leandro, as chuvas registradas nas últimas semanas atrasaram parte do cronograma, já que os trabalhos dependem das condições climáticas. "Hoje temos cerca de 30% da obra para concluir. Estamos trabalhando para reabrir o Bosque o mais breve possível, mas não consigo informar uma data exata porque se trata de uma obra a céu aberto", afirmou.
A expectativa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente é entregar à população um espaço mais moderno, seguro, acessível e preparado para voltar a receber animais silvestres, fortalecendo também as ações de educação ambiental e preservação da fauna no município.




