Colégio Agrícola de Apucarana recebe drone para aulas práticas
Equipamento será utilizado no ensino de agricultura de precisão; iniciativa atende 11 instituições estaduais e cerca de 4,8 mil estudantes no Paraná

O Centro Estadual de Educação Profissional Agrícola (CEEPA) Manoel Ribas, em Apucarana, recebeu um drone de pulverização para reforçar as aulas práticas de agricultura de precisão. O equipamento permitirá aos estudantes aprender desde o planejamento de voos até a aplicação localizada de insumos nas atividades da fazenda-escola.
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A unidade está entre os 11 colégios estaduais contemplados pelo projeto, que recebeu investimento de aproximadamente R$ 1,6 milhão por meio do programa Paraná Competitivo. Também foram beneficiadas instituições de Pinhais, Cascavel, Francisco Beltrão, Lapa, Campo Mourão, Cambará, Cruz Machado, São Mateus do Sul, Paranavaí e Irati. Juntas, elas atendem cerca de 4,8 mil alunos.
Em Apucarana, o diretor da unidade didático-pedagógica, Júlio César Pedroso, afirma que o drone amplia as possibilidades de formação dos futuros profissionais. “Essa tecnologia coloca nossos estudantes em contato com ferramentas que já fazem parte da agricultura moderna. O aprendizado deixa de ser apenas teórico e passa a contemplar todas as etapas da agricultura de precisão, fortalecendo a formação técnica e profissional.”
Implantado em setembro pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), o projeto “Carbono Zero e Rastro Zero: drones para agricultura sustentável e de alta produtividade em colégios agrícolas do Paraná” busca aproximar o ensino técnico das tecnologias empregadas nas propriedades rurais.
Os equipamentos serão utilizados em conteúdos de agricultura digital, georreferenciamento, planejamento de voo, automação e manejo racional de insumos. As atividades incluem o acompanhamento das etapas de preparação e execução de aplicações de defensivos agrícolas e fertilizantes.
Com navegação por satélite, controle automático de voo e sensores inteligentes, os drones permitem maior precisão nas operações. Segundo a Seed-PR, a tecnologia contribui para diminuir o desperdício de produtos e aumentar a segurança dos operadores.
O coordenador de Colégios Agrícolas da secretaria, Renato Gondin, destaca que o contato com essas ferramentas amplia a qualificação dos estudantes. “Com a incorporação dos drones às atividades das fazendas-escola, nossos estudantes têm acesso a tecnologias que já fazem parte da rotina das propriedades rurais mais produtivas do país.”
A escolha das instituições considerou critérios como o funcionamento das fazendas-escola, o número de alunos atendidos, a distribuição regional e a possibilidade de uso contínuo dos equipamentos. Os profissionais responsáveis pela operação já passaram por capacitação sobre procedimentos técnicos, segurança e boas práticas.
As aulas poderão envolver culturas como soja, milho, trigo, feijão e pastagens, conforme o calendário produtivo de cada colégio. A proposta também pretende estimular práticas que reduzam o consumo de insumos e os impactos ambientais das operações agrícolas.
Dos 11 drones adquiridos, dez foram viabilizados pela Audi do Brasil e um pela LongPing High-Tech Biotecnologia Ltda. O financiamento ocorreu pelo Paraná Competitivo, que prevê o reinvestimento de parte dos incentivos tributários concedidos a empresas em projetos de interesse público.
