Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--
Apucarana
publicidade
CASTIGOS

Cinco pessoas são denunciadas por tortura e cárcere privado de 72 mulheres em clínica no PR

Vítimas eram mantidas contra a vontade no estabelecimento; Ministério Público também solicita o pagamento de indenização por danos morais e materiais

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Cinco pessoas são denunciadas por tortura e cárcere privado de 72 mulheres em clínica no PR
Autor Foto: Divulgação MP-PR

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra cinco pessoas por suspeita de tortura, sequestro e cárcere privado de 72 mulheres internadas em uma clínica terapêutica de Terra Roxa, no Oeste do Estado. As vítimas, que incluem idosas, pessoas com deficiência, pacientes com transtornos mentais e dependentes químicas, eram mantidas no local contra a própria vontade, submetidas a castigos, trabalho compulsório e isolamento familiar.

LEIA MAIS: Proprietário é preso e asilo é interditado por maus-tratos e insalubridade em Curitiba

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

As irregularidades começaram a ser desarticuladas durante a Operação Aurora, deflagrada no dia 15 de setembro, que culminou na prisão do proprietário e gestor do estabelecimento. Além do dono, que segue detido, foram denunciados a administradora, o coordenador terapêutico e uma terapeuta, que responderão por sequestro e cárcere privado. O quinto denunciado é um médico, acusado formalmente pelo crime de tortura. A força-tarefa investigativa uniu a Promotoria de Justiça de Terra Roxa, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Centro de Apoio Técnico à Execução (Caex).

De acordo com as investigações, o esquema funcionava à margem da legislação brasileira de acolhimento. As mulheres eram internadas apenas mediante a solicitação e o pagamento de familiares, sem qualquer apresentação de laudo médico ou consentimento da paciente. Para evitar fugas e manter o controle, a administração adotava medidas severas de restrição, como o trancamento de portões, quartos e corredores durante a noite. As pacientes também tinham seus celulares retidos, sofriam monitoramento nas ligações e recebiam prolongamento de internação como forma de punição.

A permanência forçada também era garantida por manobras financeiras. Os contratos, assinados apenas pelos contratantes, estipulavam o tempo de internação de forma antecipada e condicionavam a saída das mulheres ao pagamento de multas rescisórias e mensalidades pendentes, prática que a clínica chamava de "alta administrativa". O Ministério Público também destacou que a instituição não contava com psiquiatra nem diretor técnico, além de não comunicar os abrigamentos aos órgãos competentes. Diante da gravidade do caso, o MPPR solicitou à Justiça que, além das sanções penais, os cinco réus sejam condenados a pagar indenizações por danos morais e materiais às vítimas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Apucarana

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV