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Censo da Prefeitura identifica 123 moradores em situação de rua em Apucarana

Levantamento mostra que 95% do público é masculino, 37% possui alguma deficiência e mais de 40% têm dependência química

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Censo da Prefeitura identifica 123 moradores em situação de rua em Apucarana
Autor Apucarana foi o terceiro município de todo o Paraná a realizar esse tipo de levantamento - Foto: Divulgação

A Prefeitura de Apucarana concluiu o primeiro Censo Municipal da População em Situação de Rua (Censo POP 2026), levantamento inédito que traçou um diagnóstico detalhado desse público e passou a orientar a atuação do Município. Foram ouvidas 123 pessoas. Cerca de 95% são do sexo masculino e aproximadamente metade declarou dormir diretamente nas ruas, enquanto outra parcela utiliza abrigos ou alterna entre o acolhimento institucional e a permanência nas vias públicas. Do total, 46 pessoas (37%) apresentam algum tipo de deficiência e mais de 40% dos casos têm a dependência química entre os fatores associados à situação de rua.

-LEIA MAIS: População de rua cresce em Apucarana e motiva levantamento e projetos de lei

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Apucarana foi o terceiro município de todo o Paraná a realizar esse tipo de levantamento. A consolidação dos dados permitiu identificar as principais vulnerabilidades e conhecer melhor a realidade local, criando uma base para a efetivação das políticas públicas municipais enquanto o Município aguarda a realização do Censo Nacional.

A partir dessa base de informações, a Secretaria Municipal de Assistência Social estruturou novas respostas para o enfrentamento das situações identificadas no levantamento. Entre os avanços estão o fortalecimento do acompanhamento das pessoas atendidas e da elaboração do Plano de Acompanhamento Familiar (PAF), além do aumento da concessão de passagens para deslocamentos intermunicipais e da expansão das vagas e da estrutura do Acolhimento de Inverno.

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Pessoas pardas e negras concentram a maior parcela do público entrevistado, indicando a necessidade de ações sensíveis às desigualdades sociais e raciais. O levantamento identificou um perfil marcado principalmente pela dependência química e pela ruptura de vínculos familiares. O uso de drogas ou álcool, isoladamente ou associado a outros fatores, aparece em mais de 40% dos casos. Já os conflitos e a ruptura dos vínculos familiares figuram como o segundo principal fator, ao lado de situações relacionadas a luto, desemprego, abandono, problemas de saúde e passagem pelo sistema prisional.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Fabíola Carrero, o diagnóstico permite que os serviços sejam organizados a partir das necessidades identificadas no território. “O estudo mostra que a situação de rua não tem uma causa única. A dependência química aparece com grande peso, mas também encontramos problemas de relacionamento familiar, luto, desemprego, abandono e questões de saúde como fatores que influenciaram na decisão de morar nas ruas. Isso exige acompanhamento individualizado e atuação integrada das políticas públicas”, explicou.

Projeto-piloto de acolhimento atende pessoas em trânsito

Os dados também fundamentaram a expansão das vagas e da estrutura do Acolhimento de Inverno e a implantação de um projeto-piloto para acolhimento emergencial temporário, de até três dias, destinado a pessoas em trânsito pelo município. A iniciativa conta com apoio e encaminhamento integrado junto à Guarda Civil Municipal (GCM) aos finais de semana, ampliando a capacidade de resposta da rede diante de situações que exigem atendimento imediato.

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Para o diretor de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social, Alexandre Machado da Silva, as informações levantadas ajudam a direcionar a resposta do poder público de acordo com o grau de vulnerabilidade. “Mais de um terço das pessoas entrevistadas apresenta algum tipo de deficiência, seja física ou mental. É uma realidade que demanda atuação conjunta entre assistência social, saúde, reabilitação e acesso a benefícios socioassistenciais”, afirmou.

Levantamento em campo

A coleta de dados ocorreu nos dias 23 e 24 de março, com entrevistas realizadas no Centro POP e durante abordagens nos territórios. Além de identificar as características da população em situação de rua, o Censo POP 2026 permitiu ao Município conhecer melhor as diferentes trajetórias que levaram essas pessoas a essa condição. A partir dessa base, a Prefeitura vem aperfeiçoando o encaminhamento aos serviços públicos e estruturando respostas que combinam acolhimento emergencial, acompanhamento continuado, mobilidade e reinserção social.


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							Censo da Prefeitura identifica 123 moradores em situação de rua em Apucarana
AutorFoto: TN


Censo POP 2026 – principais dados

  • 123 pessoas entrevistadas;
  • cerca de 95% são do sexo masculino;
  • 46 pessoas (37%) apresentam algum tipo de deficiência;
  • cerca de 50% dormem diretamente nas ruas;
  • mais de 40% dos casos têm a dependência química entre os fatores associados à situação de rua;
  • ruptura dos vínculos familiares aparece como o segundo principal fator;
  • também foram identificados casos relacionados a desemprego, luto, abandono, problemas de saúde e egressos do sistema prisional;
  • pessoas pardas e negras concentram a maior parcela do público entrevistado.
  • Ações estruturadas a partir do diagnóstico
  • Acompanhamento: ampliação dos atendimentos e da elaboração do Plano de Acompanhamento Familiar (PAF);
  • Passagens: aumento da concessão de passagens para deslocamentos intermunicipais;
  • Acolhimento: expansão das vagas e da estrutura do Acolhimento de Inverno;
  • Atendimento emergencial: implantação de projeto-piloto para acolhimento temporário de até três dias para pessoas em trânsito pelo município, com apoio da Guarda Civil Municipal aos finais de semana.

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