Casa do Dodo inaugura 3ª unidade em Apucarana e amplia rede de acolhimento
Atendendo demandas de municípios locais, a instituição filantrópica celebra expansão que garante assistência integral a mais dez moradores
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A terceira unidade da Casa do Dodo foi inaugurada neste sábado (1º) em Apucarana. O evento, que contou com a presença de autoridades locais e uma bênção especial, marca a expansão do projeto filantrópico dedicado ao acolhimento inclusivo de pessoas com deficiência. Com a nova infraestrutura, a instituição passa a abrigar um total de 30 residentes, distribuídos equitativamente entre as três casas.
A concretização do novo espaço exigiu um investimento expressivo, viabilizado por meio de uma força-tarefa que uniu a sociedade civil e o poder público. A história do projeto, segundo Antônio Carlos Machado, conhecido como "Macarrão", diretor da instituição, começou antes mesmo de 2009, ano em que a primeira unidade foi entregue à comunidade.
A arrecadação do montante necessário para a expansão é descrita como um desafio constante. "É uma luta que todo dia a gente tem que agradecer a Deus, porque não é fácil. Você vê uma casa dessa aqui quando ela termina, ela vai custar em torno de 1 milhão, 1 milhão e pouco. Nós temos captação de recursos públicos, que é uma quantidade pequena; temos algumas doações, mas o que nos ajuda sempre é um consórcio que a gente faz entre amigos, que aquilo ajuda a captar um volume maior", detalhou o diretor.
Ele ressalta que a união de esforços é fundamental: "Você junta uma emenda parlamentar, uma parte da prefeitura e outras questões, junta o montante, o sonho dessas pessoas e a vontade de realizar, e nós estamos hoje aqui concretizando a terceira Casa do Dodo".
Estrutura e Atendimento Técnico
Para garantir a qualidade de vida e a excelência no atendimento contínuo, cada uma das três unidades tem capacidade máxima para dez acolhidos. Os residentes contam com suporte de cuidadores, acompanhamento psicológico e assistência integral. A proposta é que o espaço funcione como o verdadeiro lar de cada um deles.
Para lidar com os diferentes perfis e graus de deficiência, a equipe precisa equilibrar conhecimento profissional e sensibilidade diária. "Tem que ter muito amor, dedicação. Você tem que ser uma pessoa desprovida realmente de alguns preconceitos. Porque nós temos aqui vários tipos de acolhidos, com algumas deficiências diferentes uns da outra", explicou Macarrão.
A direção destaca que a convivência aliada ao suporte especializado promove a recuperação e a evolução motora e comunicativa de diversos moradores ao longo do tempo.
Critérios de Ingresso e Planos de Expansão
O preenchimento das vagas não ocorre por meio de uma seleção direta da Casa do Dodo, mas sim via encaminhamento do poder público. A instituição atende às demandas dos municípios da região, respeitando o limite de complexidade clínica que a estrutura consegue suportar.
"Na verdade, não é feita uma seleção. Os municípios nos procuram. E quando nós temos vaga, dependendo da dificuldade, da deficiência, nós colocamos. Porque tem graus de deficiência que às vezes você não consegue cuidar. Aqui nós vamos até um grau X. Depois daquilo lá, é um outro tipo de acolhimento", esclareceu o gestor. "Os municípios nos procuram, a gente faz uma triagem. Não tem escolha, aquele que chegou primeiro, não. É o que o município manda."
Apesar de celebrar a recente inauguração, a diretoria da instituição já projeta os próximos passos para continuar diminuindo o déficit de vagas de acolhimento inclusivo na cidade. Questionado sobre a importância da data, o presidente resumiu o ritmo de trabalho da filantropia: "Demais! Hoje, terceira casa, e já estamos pensando na quarta".

