Cantor de Apucarana é finalista de festival em Maringá
Autor de mais de 700 canções, o músico celebra a nova fase na carreira, e destaca o uso da tecnologia na música
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O músico e compositor Robson Canuto, de 44 anos, será um dos representantes de Apucarana e da região do Vale do Ivaí na final do Festival de Viola e Canção (Fevic), realizado em Maringá. Com uma longa trajetória musical de três décadas e um acervo de aproximadamente 750 canções próprias, o artista independente celebra a classificação.
A inscrição no Fevic aconteceu de forma inusitada. Acompanhado pelo violeiro Vinícius Barros, Robson conta que foi surpreendido ao ser selecionado para a reta final do festival após se deparar com um anúncio na internet.
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"Estava de madrugada, me inscrevi e mandei o material. Logo em seguida, o rapaz da inscrição me pediu para aguardar. No fim de semana passado, enquanto eu estava em casa, recebi a confirmação de que a minha música havia sido classificada", detalhou Canuto. A aprovação foi uma virada de chave para o músico que, segundo ele mesmo, estava desanimado: "Já passei por algumas frustrações em festivais, inclusive já saí chorando".
Para chegar até a final de um evento do porte do Fevic o caminho foi de resistência. Robson nasceu em um ambiente intensamente musical, influenciado pelo pai, que era sargento da Polícia Militar e integrante de grupos de forró na cidade.
Apoio para a decisão
Apesar de já ter vencido competições anteriores em sua cidade natal — incluindo o prêmio com a composição "Apucarana Querida" no Festival Eu Amo Apucarana —, Robson ressalta que o título muitas vezes não vem acompanhado de suporte para o futuro da carreira. Agora, diante da grande vitrine que é a final do Fevic, ele faz um apelo direto para conseguir custear sua viagem e estrutura de apresentação.
"Estou aqui em busca de um patrocínio para esse festival. Não é um processo fácil, pois dependemos de transporte e de muita estrutura. Se alguém puder nos patrocinar, será de muito bom grado", solicitou o músico.
Mesmo lidando com o misto de "ansiedade e frustração" que acompanha a vida de quem compõe, Robson se mantém otimista com a visibilidade que a fase final do festival pode trazer e aproveita para utilizar as novas ferramentas, como a Inteligência Artificial, a favor do seu amplo acervo produtivo.
"A Inteligência Artificial facilitou muito. Antes, o músico dependia de um estúdio físico para produzir e dar vida a uma criação. Hoje, se você fornece a sua letra e a ideia do que deseja, a IA funciona como um estúdio virtual", explicou.

